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Do Futebol

Blog de análise ao futebol: sério, irónico, crítico, construtivo, mas também intolerante para quem não tem princípios nem entende que a vida está muito para além dum pontapé numa bola.

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QUALIFICAÇÃO MUNDIAL / 2018 PORTUGAL-SUÍÇA

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Finalmente, soavam já os últimos acordes no acetábulo, a selecção portuguesa conseguiu o apuramento directo para o Mundial da Rússia. Para a Suíça fica o sabor amargo de vencer nove em dez jogos, e ter de disputar um play-off de apuramento, ditames da política desportiva das entidades que gerem o futebol, que tudo fazem em prole das receitas televisivas, pouco se preocupando com a carga de esforço anual -- parcialmente inútil e desnecessária, como é o caso -- exigida aos atletas. Adiante.

A primeira parte dos portugueses foi bastante fraca. Bem pelo contrário, a Suíça teve ali a sua melhor fase, sendo que o resultado ao intervalo era notoriamente lisonjeiro para Portugal. Já o período complementar demonstrou fragilidades a todos os níveis na equipa suíça, as quais, estranhamente, atingiram a componente mental.

Apesar de os óbvios parabéns a endereçar a quem alcançou um objectivo, e de os factos, isto é, os resultados lhe demonstrarem as virtudes, Portugal não joga um futebol bonito e nem sequer consegue entusiasmar quem o vê. Teve sorte no primeiro golo -- sem desvirtuar a qualidade do cruzamento e de quem acreditou e a ele acorreu --, e momentos de boas jogadas executadas por individualidades acima da média. A alternativa exibicional passa pela repetição da estratégia da final do Europeu, isto é, todos à defesa e fé em Deus (Éder, na ocasião).

No plano individual as saliências vão para João Mário, Bernardo Silva e William, os quais estiveram uns bons furos acima dos restantes. Ronaldo esteve aquém do que é capaz, e, de tanto perseguir o golo que lhe escapava, acabou por falhar uma flagrante ocasião quando, isolado, quis fazer uma "habilidade" em vez de colocar simplesmente a bola fora do alcance do guardião adversário.

 

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FERNANDO SANTOS

É um treinador conservador e resultadista que apela ao "critério" para tudo justificar. É campeão europeu, porém, com o engenheiro ao leme, a equipa jamais jogará um futebol excitante: love me or leave me.

Na conferência de imprensa denominou a equipa suiça de "fantástica" e os jogadores helvéticos de "altíssimo nível". Equivocou-se. A serem-no, Portugal estaria agora a preparar-se para disputar o play-off.

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