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Do Futebol

Blog de análise ao futebol: sério, irónico, crítico, construtivo, mas também intolerante para quem não tem princípios nem entende que a vida está muito para além dum pontapé numa bola.

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Blog de análise ao futebol: sério, irónico, crítico, construtivo, mas também intolerante para quem não tem princípios nem entende que a vida está muito para além dum pontapé numa bola.

LIGA DOS CAMPEÕES - OITAVOS DE FINAL

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PORTO EDITORA

 

Cinco, numeral  e adjectivo, número formado de quatro unidades mais uma; subs. masc. o algarismo 5; carta ou lado de um dado que vale 5.

Latim. quinque.

cinco-mandamentos, s.m. pl. os dedos da mão.

cinco-em-ramo, s.m. planta prostrada da fam. das Rosáceas, espontânea em Portugal, também designada potentila.

cinco-réis, s.m. antiga moeda; fig. coisa sem importância; _ de gente: indivíduo sem importância, criançola, fedelho.

Una manita!

 

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O Porto perdeu em casa pelo humilhante resultado de 0-5.

Abalrroado, Esmagado, Vexado, são adjectivos que pecam por defeito.

O Liverpool deu um tratado de futebol aos nortenhos: velocidade, antecipação, agressividade, primeiro toque, mobilidade, crença na superioridade. 

Tirem-me deste filme, gritaram Sá, Pereira, Reyes, Marcano, Telles, Herrera, Oliveira, Octávio, Brahimi, Soares, Marega, Corona, Paciência, Waris.

Pela surra, no banco, riam-se Casillas, Maxi e Óliver.

Mais ao lado, Osório questionava-se:  Como é que eu me meti nisto?

Na bancada, Felipe, André, Danilo, Paulinho, Aboubakar e Hernâni suspiravam: Olha do que nós nos livrámos!

Mais ao lado, o Marceneiro gritava sem cessar:

Este resultado não belisca nada do que temos feito.

Não?! Então? Dá prestígio?

 

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Sérgio Conceição falou em explorar os pontos fracos do Liverpool. Infelizmente para todos nós, leigos que nada percebemos de futebol, esqueceu-se de explicar que o adversário não tem, como é usual nas equipas portuguesas e na ideologia "pseudo-centífica" dos nossos treinadores, um médio-defensivo ou mesmo um distribuidor de jogo. Que digo eu? Blasfémia, certamente, pois não é assim que se diz. Perguntem ao Freitas Lobo, ao Vilar, ao Prata, ao Daniel e aos que sabendo de futebol se deixaram enrolar pela semântica dos referidos ilusionistas. Qual médio-defensivo? Seis, assim é que se diz! Qual distribuidor de jogo? Dez é que é! E quanto ao 8? Pobre escriba, que lhe chamas médio-ofensivo. Demodé é o que tu estás.

 

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O meio campo inglês dá lições aos nossos comentadores: cada um tem o seu espaço; cada um ataca e defende sempre que os lances versam a sua área de actuação. Pois é... lá se vai a teoria dos triângulos equiláteros, isósceles e escalenos, e até, pasme-se, dos losangos de pontas iguais e desiguais. Antipático, o escriba.

No ataque do Liverpool não há pinheiros nem arbustos. Todos semeiam, isto é, todos se dão ao jogo; todos colhem, isto é, todos marcam. Difícil de entender, não é? Melhor fariam os comentadores televisivos se rasgassem teorias copiadas e debitadas á pressa, copy-paste de dados estatísticos que a ninguém interessam, e abrissem os olhos para o que é um jogo de futebol. Os espectadores agradeciam que em vez de lhes falarem de tácticas e sistemas, os auxiliassem a entender o que estão a ver. Se não sabem, calem-se e vão plantar batatas, que a época está aí à porta. À atenção da RTP, SIC, TVI, ABOLA, CM-TV, canais privados dos clubes e quejandos.

 

Falei atrás de velocidade de execução, mobilidade, primeiro toque, concentração, ritmo de jogo... tudo o que está arredio do futebol indígena, onde o toque para o lado e para trás é comparado a pincelada de genialidade (veja-se o caso de William). Devagar... devagarinho... critério: os gajos estão todos fechados em frente à baliza, não é preciso irmos por aí fora a correr, ainda corremos riscos de tropeçar.

 

Que fazer para mudar o circulo infernal do futebol português, sabido e comprovado que os nossos grandes são como a Justiça: fortes com os fracos; fracos com os fortes?

Se uma liga europeia vinha mesmo a calhar, há que atentar nos velhos do Restelo; onde metíamos os nossos fidalgos arruinados? Na Liga A, ou na segunda divisão, que era o mais lógico? Aqui-d'el-rei... Abjuremos... abjuremos. Chame-se a Inquisição.

A alternativa seria o crescimento dos mais pequenos, a melhoria da capacidade competitiva dos Tondela, Setúbal, Aves ou Estoril? Como?! Emprestando jogadores?! Contratando individualmente as imagens de televisão?! Assim, não vamos lá! Continuemos, pois, agarrados ao fanatismo dos adeptos dos grandes que, com VAR ou sem VAR, leal ou deslealmente, o que querem é a vitória do seu clube.

 

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SÉRGIO CONCEIÇÃO

E eis que, quando nada o fazia prever, Conceição tem o lugar de treinador em causa. Cinco secos é demais, mesmo para o Pintinho.

Bem sei que o campeonato é o objectivo máximo. Porém, também sei que tal se deve à travessia do deserto que se arrasta há quatro anos. Não fora assim, e a hipotética vitória intra-muros não passaria dos minimos exigidos. O Porto, tanto quanto o Benfica, projecta-se com vitórias internacionais, não com o campeonato indígena.

O treinador portista pode dizer o que muto bem lhe apetecer para justificar o enorme atraso com que chegou à conferência de imprensa. Para mim, é simples: falta de educação e de respeito pelos jornalistas, pelo público, pelos adeptos do seu próprio clube. Quantos repórteres ingleses estavam na sala às 22H50? É esta a imagem qe queremos transmitir do futebol português?

Como se não chegasse a grosseria, o Marceneiro respondeu a três/quatro questões, ameaçou o Rio Ave com a remontada, relembrou -- para os que chocados ainda estivessem -- a existência do campeonato e da Taça enquanto objectivos a perseguir. Desculpas de mau pagador.

 

DIVERSOS

1) Fora o árbitro português, e o monte de críticas portistas faria soçobrar a Torre dos Clérigos.

2) Como se deve jogar contra o Liverpool? Pergunta mistério que ninguém parece saber responder. E pior: como enfrentar a segunda-mão? Vá, lá, Klopp, dá um jeitinho, joga com os Escolinhas.

3) Ausência de Danilo, escape portista. O médio não jogou, já este ano, com o Besiktas em casa e Leipzig fora? É que em ambas as ocasiões, o Porto levou três.

4) As prestações das equipas portuguesas nas competições europeias mostram o óbvio: não temos vida para isto. 

5) Pobres tripeiras, esposas/namoradas  dos fanáticos adeptos portistas. Lá se foi o romantismo do S. Valentim.

 

COMENTADORES

Não, não vou elencar a quantidade de disparates com que Lobo e Prata nos presentearam ontem. Rest in Peace.

Vamos aos meus alvos de hoje:

 

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Miguel Sousa Tavares

Uma coisa, pelo menos, eu não temo logo à noite: não iremos enxovalhar o clube; tenho a certeza que não vou passar pela vergonha que passou o Benfica em Basileia.

 

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Manuel Serrão

Houve «excesso de ambição» de Sérgio Conceição, o qual não quis mexer «no ADN» do dragão no duelo com a equipa inglesa (...) José Sá teve uma falha, mas se não fosse esse entravam outros (...) Brahimi não fez uma grande noite, mas não era ele sozinho que ia ganhar ao Liverpool (...) Se o Rio Ave vier jogar de igual para igual como nós fizemos contra o Liverpool, espero um resultado semelhante.

 

Porque no te callas?

É uma falta de educação interrompê-los, mas é uma falta de dó deixá-los falar!

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