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Do Futebol

Blog de análise ao futebol: sério, irónico, crítico, construtivo, mas também intolerante para quem não tem princípios nem entende que a vida está muito para além dum pontapé numa bola.

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CAMPEONATO NACIONAL 2017 / 2018 - DÉCIMA SEXTA JORNADA

battaglia penalti.jpg 

 

BENFICA-SPORTING

Aos 89 minutos de jogo, Hugo Miguel decidiu marcar grande penalidade contra o Sporting. Battaglia, rapaz dado aos calores sul-americanos, logo interpelou o senhor árbitro:

-- O quê?! Porque marcas a falta, Hugo?

-- É pá, isto é futebol -- disse, ar paternalista, o juiz de campo, no que foi de novo contestado pelo argentino:

-- Essa é a parte que não entendo. Na minha terra, futebol joga-se com os pés e -- verdade seja dita --,  com pouca cabeça.

-- Então já devias saber que não se pode meter a mão à bola.

--Como que não pode, se o "caxineiro, o preto e o toscano" meteram, e tu fingiste que não viste?

-- Foram mais discretos do que tu. Que querias que fizesse?

-- E o burro sou eu?! -- finalizou o pobre Rodrigo, imaginando o chorrilho de asneiras com que iria ser mimoseado no balneário pelo treinador.

 

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Os rivais lisboetas empataram a um golo num jogo intenso, porém, de um só sentido. O Benfica terá feito a melhor exibição da época, impondo ritmo e intensidade tais, que quase não se deu pelas suas debilidades defensivas, posto que menos expostas.

 

 

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O Sporting comportou-se como um qualquer pequeno clube, defendeu com dez à entrada da área, rezando para que Gelson aproveitasse um contra-ataque, que, curiosamente, quase esteve para acontecer na única ocasião em que o jovem leonino escapou à defesa encarnada. O jogo fez recordar o último Porto-Benfica, invertendo-se agora os papéis, com os da Luz a merecerem gorda vitória, e, ao invés, tendo de se contentar com um empate.

 

OS JOGADORES

 

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Krovinovic

Desde há muito que o aponto aqui como um predestinado para a prática do futebol. Ontem mostrou que está a crescer, que o céu é o limite para tanto talento. Foi luzeiro que tudo iluminou, tendo deixado a considerável distância os companheiros, e pregados nos blocos de partida os adversários. Passe o desconchavo da comparação, diria que o croata está para o Benfica como o fluxo de turismo para o país: ambos são de mais. E, no caso de Krovinovic, já todos sabemos qual vai ser a solução.

 

OS TREINADORES

 

RuiVitoriaDerby1.jpg

 

Rui Vitória

Parece ter retomado o caminho correcto, entendido no sentido de pôr a funcionar o Benfica enquanto equipa, única forma de esconder as banalidades individuais que o plantel acolhe. Para chegar ao penta (se é que ainda estão a tempo), os encarnados têm de tornar-se um rolo compressor sobre os adversários, serem melhores, crerem mais. Não entendi -- não entendo nunca -- porque se tira um defesa-central para se deslocar o defesa direito para aquele espaço, entrando um novo atleta (ainda que reciclado doutra posição) para a ala direita. Que trouxe Almeida ao centro da defesa que Dias não pudesse desempenhar com maior qualidade? Para além dos pontapés de canto ingenuamente consentidos, que fez Salvio a defesa-direito? Porque não saiu a vaca-sagrada chamada Salvio? Valeu que Pizzi foi tomar banho mais cedo; valeu vermos o menino João Carvalho participar no jogo. 

 

JorgeJesusDerby1.jpg

 

Jorge Jesus

1) "O Hugo Miguel fez uma excelente arbitragem"

2) "Quantas defesas fez o Rui Patrício?'"

Mas esta alminha percebe mesmo alguma coisa de futebol? Não passa de um "atrasado mensal".

 

A ARBITRAGEM

 

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Mais do que atacar Hugo Miguel e Tiago Martins, cujas fogueiras já  crepitam, penso que os benfiquistas não devem enveredar pela via da perseguição (deixemo-las para o mestre Pinto da Costa e o aprendiz Bruno de Carvalho), pois essa não pode, não deve ser a forma de estar de tão grande clube, antes devendo recorrer à contenção educada, forçando a que se revejam critérios na arbitragem

Vamos aos "casos" do jogo.

 

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O golo do Sporting é marcado em fora-de-jogo "electrónico", isto é, só com tecnologia é detectável, pois, a olho nu, ninguém poderia afirmar que sim ou que não. Tanto quanto sei do protocolo definido para a utilização do VAR, resulta que este não pode recorrer ás linhas articialmente criadas na imagem televisiva. Assim sendo, temos de lamentar que não se pugne pela verdade desportiva, ainda que seja exactamente esta a tão propalada meta a atingir. E, já agora, permita-se-me a interrogação acerca do suposto segundo golo anulado ao Portimonense na deslocação ao Estádio da Luz para o campeonato: com que base foi anulado pelo VAR?

Rever critérios, escrevi acima.

 

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O lance em que Jonas remata e Coentrão desvia a bola, parece fácil de descrever após tantas imagens trabalhadas: sendo um facto que o esférico bate na face do jogador leonino, não deixa também de o ser que é desviada, em seguida, pelo braço direito do atleta, o qual estava em posição de aumento claro da volumetria corporal quando comparado com a sua posição normal. Cada um verá com os olhos que lhe aprouver. Por mim, marcaria penalty, posto que o elemento que impede a bola de ir para a baliza é claramente o braço e não a face de Coentrão.

Rever critérios, escrevi acima.

 

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No lance de Piccini, há bola no braço, embora se detecte a intenção do atleta em fugir com o membro superior, porém, de boas intenções está o inferno cheio. Lance difícil de ajuizar, ainda assim. Se Picini estivesse ali (ou em Alvalade ou nas Antas) enquanto atleta de um qualquer Estoril, Moreirense, Belenenses ou Portimonense, certamente seria penalty.

Rever critérios, repito.

 

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O lance de William é claro: o capitão sportinguista pára a bola com o braço na curva descendente do esférico. A única razão para não ser marcada a grande penalidade, é a possibilidade de haver sido alvo de falta técnica de algum adversário. Hugo Miguel marcou falta, todavia, fê-lo porque viu a incorrecção de Raúl, ou porque lhe era conveniente "ignorar" mais uma jogada complexa?

Uniformizar critérios, os que se aplicam à coerência individual de cada árbitro, e os que devem definir o entendimento genérico dos lances pela classe, escrevo agora.

 

Possuo uma última questão acerca da viedoarbitragem. Sendo certo que o recurso pelo árbitro às imagens não funciona, mais não seja porque isso daria azo a que transmitisse a ideia de  insegurança da sua própria apreciação, que tipo de reprodução estaria ao alcance do árbitro se a tal entendesse recorrer: a que o VAR vê, isto é, sem linhas artificias; ou aqueloutras que a que os espectadores têm acesso?

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