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Do Futebol

Blog de análise ao futebol: sério, irónico, crítico, construtivo, mas também intolerante para quem não tem princípios nem entende que a vida está muito para além dum pontapé numa bola.

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Blog de análise ao futebol: sério, irónico, crítico, construtivo, mas também intolerante para quem não tem princípios nem entende que a vida está muito para além dum pontapé numa bola.

A VIGÉSIMA-SÉTIMA JORNADA DO CAMPEONATO

OS GRANDES

 

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Chegou finalmente o tão aguardado jogo entre Benfica e Porto. Desafio interessante, bem disputado, com resultado justo. A última meia-hora dos encarnados mereceria algo mais, contudo, compara-se aos primeiros sessenta minutos do Porto no Dragão e, lá como agora, o empate subsistiu no final. Brilharam Jonas e os guarda-redes. As duas melhores equipas portuguesas equivalem-se nos defeitos e nas virtudes, e nenhuma delas chega para competir na Europa.

Dizer que tudo ficou na mesma é uma falácia. O Benfica é a única equipa a depender de si própria para ser campeã. Minudências, dirão. Revejam o que aconteceu na época transacta, após a vitória em Alvalade, e perceberão que não é assim tão irrelevante o facto de se depender ou não dos resultados dos outros. Talvez a situação se altere na próxima semana. A ver vamos.

 

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O Sporting bateu o Arouca jogando pouco ou, mais correctamente, o que o adversário lhe exigiu. Os visitados deixaram perder a vantagem no marcador, e só nos últimos minutos empreenderam alguma reacção.

 

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OS PEQUENOS

Nacional e Tondela afundam-se cada vez mais, semana após semana. O Moreirense parece ser a única bóia de salvação por perto. O Arouca amealhou enquanto Vidigal por lá se manteve. O Estoril fez cinco pontos nos últimos três jogos: um autêntico tesouro. A verdade é que não vejo diferença entre os citados e os primeiros classificados na divisão de honra.

 

 

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O ELOGIO

Chaves, Rio Ave e Feirense prosseguem no seu campeonato feito de competência.

 

OS JOGADORES

 

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Maxi Pereira

Marcou na Luz o seu primeiro golo no presente campeonato. Comemorou efusivamente o sucesso. Fez bem. Cumpriu o contrato com o Benfica de forma digna, tal como o clube o fez para com ele; e, que diabo, não é o golo a suprema alegria do futebol? Pois, se sim, então que se comemore. Maxi marcou na mais inesperada das situações, isto é, posicionado sobre a meia esquerda. Golo irregular, tirado de cartola matreira. 

O canto do cisne é sempre lindo, certo, Maxi?

 

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Casillas

O homem tem um fetiche com a Luz. Está velho, porém, qual fidalgo arruinado, aperalta-se sempre que vem á Luz. Ao contrário de Buffon, entre outros, nunca foi o guarda-redes de classe que se apregoou, tal como, a nivel nacional, é o caso de Vitor Baía. Ambos beneficiaram do momento histórico de supremacia da selecção de Espanha e do F. C. Porto, respectivamente. Ontem começou nervoso: discutia, gesticulava, estava com evidente má-cara; porventura os nervos não o tenham deixado dormir. Todavia, Casillas possui um património de experiência que lhe permite alcandorar-se a grandes voos se "engatar". Foi o que aconteceu.

Apostaria em como se vai embora no final da época.

 

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Pizzi

Não obstante tudo o que já escrevi sobre o transmontano, a verdade é que lhe falta classe para este nível de jogos. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Alan Ruiz e William Carvalho

Andar aos pontapés às pernas dos adversários quando a bola não está por perto, resulta de que noção de fair-play?

 

 

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Rui Patrício

Voltou a sofrer um golo inaceitável, deixando que Mateus cabeceasse nas "suas barbas". É valente e forte na baliza, porém, o seu deficiente jogo de pés e a incapacidade para sair dentre os postes, impedem-no de algum dia vir a ser um grande guarda-redes. Nada que não tenha acontecido com Vitor Damas, Bento ou Baía. A excepção foi José Henrique, que, todavia, nunca teve a qualidade dos demais nos restantes aspectos.

 

OS TREINADORES

 

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Comecemos por Rui Vitória. Só faltou apelar à vitória moral, tal foi a quantidade de leite derramado na conferência de imprensa. Não teve o golpe de asa que lhe permitisse ganhar o jogo na última meia-hora, altura em que os seus atletas tudo fizeram por a alcançar. Trocou jogador por jogador, e, no caso de Carrilho, a cinco minutos do fim, Assim, não dá.

 

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Passemos a Nuno Espírito Santo. Viu fugirem-lhe por entre os dedos das mãos os melhores momentos da sua equipa. Não soube ganhar quando o céu estava a um passo. Sofreu a última meia-hora por culpa própria, mostrando-se bem menos competente do que os jogadores que no relvado tudo iam dando para evitar o segundo golo encarnado. Continua a afirmar que a sua equipa defende bem. Quando entenderá que ao Porto não se exige só que defenda, antes que também ataque? Como já escrevi, o meio-campo do Porto apresenta debilidades, ontem claramente expostas a olho nu. O Cónego mandou André Silva para o relvado. Alguém deu pela presença do internacional português?

 

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TELEVISÕES

A BTV demorou algumas horas a difundir a imagem do roubo. Apanhou o ladrão que julgara haver cometido o crime perfeito. A não existir manipulação da imagem, não podem restar dúvidas do agarrão da camisola e posterior aremesso ao chão, perpetrado por Maxi Pereira no opositor Samaris. O árbitro não viu nem podia ver, posto o desenrolar do lance.

 

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HISTÓRIAS DO MEDIEVO

Andavam tristes os valorosos cavaleiros do Condado da Tíbia. Inspiravam tal medo nos inimigos, que ninguém, fosse ele mouro, cristão ou judeu, se atrevia a terçar armas com eles. Ainda assim, e para seu desenfado, percorriam montes e vales em heróicos -- a seu ver -- fossados pela terra de Mafoma, donde habitualmente voltavam com o saque, que não a glória.

Uma daquelas tarde em que regressavam algo embriagados do sucesso, a população do condado surpreendeu-os, pois viera esperá-los aos confins do território. Apresentavam sobrecenho carregado: é que, emmentes, haviam chegado rumores, ou talvez mais do que isso, de que os seus ilustres cavaleiros tinham posto em causa o futuro do condado. A presença ali do Rei e do Papa produzia enorme tensão, que se avolumava à medida que os nobres se aproximavam:

-- Que fostes fazer? -- perguntou o monarca.

-- Um simples fossado, como tantos outros.

Sabedor das queixas do váli mourisco que mandara entretanto mensageiro a recadar com o adicto real, insistiu o rei:

-- Um fossado?

-- Quer-se dizer: fui-lhe às fuças. Amandei-lhe uma joelhada.

-- E o pobre do váli?

-- Já não váli nada: parti-lhe a penca.

O monarca estava a ficar furioso:

-- Mas tu sabias que tínhamos um tratado de paz com a taifa Riotintense. Que até se tinham disposto a entrar em torneio de cavalaria connosco. Que esta era a oportunidade de pormos uma pedra sobre o passado...

-- O gajo provocou-me.

Dom Gorila, assim era conhecido pelos pares por mal caber na armadura devido ao excesso de adiposidade, parecia disposto a relatar tintim por tintim o que se passara. Prestes o oficial de justiça se acercou, pergaminho e pena de ganso na mão, preparado para lhe anotar o testemunho:

-- Ora então, dize lá.

A visão do funcionário real assustou Dom Gorila, que pronto reagiu:

-- Não me lembro, não me lembro... a sério, não me lembro de nada.

Quem não estava para aturar aquilo foi o rei que logo sentenciou:

-- Nem mesnadas, nem fossados, nunca mais voltas a ir connosco.

O Papa havia-se mantido de lado, a escutar. Achou dever intervir:

-- Pois eu penso que devemos actuar no sentido de darmos um exemplo a todos, de demonstrarmos que somos bárbaros, sim, mas do tipo civilizado, de...

O líder dos ínclitos cavaleiros tíbios não estava a gostar do rumo que o assunto levava, e logo ripostou em defesa de Dom Gorila:

-- Espadeirar não é para meninas. Se dúvidas houver, vejam a colecção de crânios rachados que tenho lá em casa.

Visivelmente chateado por ter sido interrompido, o Papa rematou:

-- Outros tempos símio chefe, outros tempos. Dom Gorila vai ficar preso nas masmorras do castelo.

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