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Do Futebol

Blog de análise ao futebol: sério, irónico, crítico, construtivo, mas também intolerante para quem não tem princípios nem entende que a vida está muito para além dum pontapé numa bola.

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LIGA DOS CAMPEÕES - TERCEIRA JORNADA

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Três jogos, três derrotas, e a noção de que não temos nos nossos principais clubes os melhores treinadores/jogadores do mundo, nem sequer dos melhores da Europa, tão pouco de topo na Ibéria, e, mesmo razoáveis, somente com uma candeia e após longa e exaustiva busca pelos cantos mais esconsos da casa.

É de acreditar que, apesar de as duas derrotas, o Porto acabe por se apurar para os oitavos de final, ainda que em segundo lugar; o Sporting terá de derimir com o Olympiacos em casa a manutenção na Liga Europa; o Benfica há muito que fez as malas.

 

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O Porto foi cilindrado em jogo jogado, muito para além do que se deduz do resultado. Perdeu por um e poderia ter perdido por três ou quatro, sobretudo em função da primeira parte. O futebol bem jogado é algo extremamente simples: assenta em velocidade e bola ao primeiro toque. Pressão e intensidade, foi assim que o Leipzig derrotou o Porto, com penetrações bem pelo centro da defesa, para mostrar aos partidários das lateralizações que uma linha recta é sempre o caminho mais curto entre dois pontos.

A defesa do Porto, José Sá e Danilo incluídos, perdeu claramente o norte, acumulando erros sobre erros, essencialmente em função da mobilidade e agressividade do adversário. A equipa portuguesa deixou no ar a impressão de que não tem plantel nem em qualidade nem em quantidade para todas as provas em que se move.

Não há jogadores a destacar no Porto, tão má foi a exibição do grupo e, obviamente, das suas individualidades. Dentre os alemães, gostei do Forsberg; do Augustin, ex-PSG; do Keita e de Timo Werner, embora este último só tenha estado em campo nos minutos finais.

Sérgio Conceição surpreendeu meio mundo com a decisão de conceder a baliza a José Sá em detrimento de Casilhas: “Opção técnica em função das características do jogo”, justificou. Quais características, as do modelo de jogo do Leizig ou as individuais dos atletas adversários?, era a pergunta que se impunha e que os jornalistas não colocaram. Não é clara a opção do treinador: Casilhas diz que nada se passou entre ambos; os media, que o espanhol não é prioritário para o treinador; as más-línguas, que o Porto o quer empurrar mais ao salário que aufere para fora do Dragão, coisa bem ao estilo de Pinto da Costa. A ver vamos nos próximos jogos. Pareceu-me bem a entrada de Oliver e incorrecta a saída de Brahimi.

Uma noite má também para o Marceneiro.

 

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Do jogo do  Benfica ficará a atitude solidária de Lukaku para com Svilar, algo bem patente nos gestos do avançado belga, tão simbólicos quanto o pedido de desculpa aos adeptos por parte do guarda-redes benfiquista.

Dentre as exibições individuais, as referências positivas vão para Rubén Dias que não se atemorizou pelo nome do adversário; Grimaldo pela primeira parte; Filipe Augusto a mostrar que pode vir a ser um jogador interessante. No campo oposto, a noção clara de que Luisão "já não tem vida para isto"; Pizzi suplica pelo banco de suplentes; Diogo Gonçalves pareceu algo perdido no lado esquerdo; Jiménez não pode jogar sozinho.

Guardo a última análise para Svilar. Cometeu um erro técnico que o fez encaixar o único golo do United. Tem tudo para ser um grande guarda-redes, Mourinho apellidou-o de "fenómeno" (Se assim é, porque não se antecipou e o foi buscar à Bélgica?) Talvez sim, talvez não. Importante é que tenha cabeça para entender que é também assim que se aprende.

Rui Vitória arriscou com a entrada de três jovens a titulares, todavia, bem mais do que isso: alterou o sistema do Benfica, o que lhe deu consistência no meio campo, mas retirou capacidade finalizadora. Sem Jonas, o seu melhor jogador, os encarnados "não marcam um golo a ninguém". O treinador encarnado garantiu a presença de Svilar no próximo domingo. Fez bem.

 

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O Sporting joga como nunca e perde como sempre. Surpreendeu-me o resultado ao intervalo, ouvi loas à competitividade dos leões por parte dos comentadores e decidi dar uma vista de olhos pelas estatísticas. Bem sei que os números não jogam nem marcam golos, mas a diferença de produção de futebol entre as duas equipas era enorme para o lado dos italianos. No final, vistos os lances de golo, a conclusão só pode ser uma: a Juventus possui melhores, muito melhores jogadores do que o Sporting.

Jesus clamou por um penalty não marcado e recusou resposta directa à pergunta feita acerca dos gestos de Coentrão. Quando chegam os jogos decisivos, o homem encolhe-se, encolhe-se e... desaparece. Não ganha uma. É o "cérabro".

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