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Do Futebol

Blog de análise ao futebol: sério, irónico, crítico, construtivo, mas também intolerante para quem não tem princípios nem entende que a vida está muito para além dum pontapé numa bola.

Do Futebol

Blog de análise ao futebol: sério, irónico, crítico, construtivo, mas também intolerante para quem não tem princípios nem entende que a vida está muito para além dum pontapé numa bola.

CAMPEONATO NACIONAL 2017 / 2018 - VIGÉSIMA SEXTA JORNADA

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O CAMPEONATO

A derrota do Porto em Paços de Ferreira teve por consequência permitir ao Benfica depender de si próprio para vencer o campeonato nacional. É obra, para uma equipa que, há bem pouco tempo, estava arredada de qualquer hipótese de chegar ao título nacional. A situação resulta da capacidade dos atletas e do seu treinador em "darem a volta à situação", isto é, jogarem a bola sem complexos, com as armas que têm. E repito: no Benfica, são mais os pés-de-chumbo do que os dotados de talento para a prática do futebol. Contudo, continuo convicto de que a faúlha que tudo despoletou foi o impensável comentário de Jorge Jesus, quando retirou aos encarnados o direito de lutar: "Este ano, é tudo pró Porto e Sporting". Frase assassina, como se está a provar. Expressão que demonstra a total incompetência do treinador leonino, ao não compreender que dava o flanco ao principal ponto forte de Rui Vitória: estabelecer um espírito de equipa na consecução dum objectivo. Algo que Jesus jamais soube ou saberá o que significa.

 

OS GRANDES

 

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O Benfica venceu com dificuldade o Aves, porém, água mole em pedra dura, tanto dá até que fura. E, já agora, ter Jonas ajuda muito. Vitória justíssima dos encarnados.

 

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O Porto perdeu pela primeira vez em competições internas... se excluirmos a eliminação da Taça da Liga às mãos do Sporting... e a incompetência a marcar pontapés de grande penalidade. Algo que voltou a suceder ontem com Brahimi... ou com Hernâni, quando, isolado, amandou pontapés na atmosfera ou rematou com a caneleira da perna direita. 

O Porto, sem três ou quatro jogadores nucleares, perde imensa qualidade. Ou recupera Marega, Soares, Telles e Danilo, ou tropeçará mais vezes e hipotecará o próprio campeonato. Estranhamente, para quem tinha cinco pontos de avanço a nove jornadas do fim. Ver-se-á, mais logo, o que fará o Sporting de tamanho bónus.

 

OS PEQUENOS

 

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O Aves foi pequeno de mais. Remeteu-se à defesa; fez, tal como o Paços, jogo negativo, e, em prole da verdade desportiva, perdeu. Devia mesmo ter sofrido uma cabazada.

 

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O Paços de Ferreira fez um jogo bem mais competente, beneficiando dum conjunto de erros na interpretação do jogo por parte do adversário. Fez jogo feio? E o Porto, não o faz sempre que precisa? Os nortenhos só se podem queixar de si mesmos. É que, ao contrário do Benfica, sofreram e não marcaram. Ou ninguém viu o número de vezes que Adriano Fachini esteve "supostamente lesionado" na partida da Luz? Claro que, como sempre, o dói-dói só doeu enquanto o Aves não se encontrou a perder. Percebeste, Marceneiro? E, já agora, que moral tem para reclamar um clube que teve/tem nos seus quadros manhosos como Fernando Couto, Jorge Costa, João Pinto, Rodolfo, André, Paulinho Santos e Felipe? Se os idolatram, propagam-nos. Para o bem e para o mal.

 

 OS JOGADORES

 

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Casillas

Tal como Marcano há um bom par de semanas, mostrou que, pelo norte, os bons ventos vêm de Castela. Mostrou estatura bem para além do seu treinador, do seu presidente, do inenarrável director de comunicação ou daquele senhor careca, tamanho pigmeu, que invade o rectângulo de futebol sempre que não lhe agradam as decisões do árbitro: "Agarrem-me, se não, mato-o!", parece ameaçar em cada nova incursão.

 

OS TREINADORES

 

 

Sérgio Conceição

Malcriado, mal-educado, mal-formado, grosseirão, são os títulos que varrem todos os jornais e imprensa digital. Não me deterei sobre as reacções de ontem do treinador portista, tão inverosímeis foram. Perguntar-lhe-ia apenas se este é o exemplo que pretende transmitir aos filhos, crianças que, terão certamente no pai um ídolo, que vêem e ouvem na escola aquilo pelo que não são responsáveis? (Não vale responderes-me que nada tenho a ver com isso. Meter a cabeça na areia é para as avestruzes).

Sérgio parece-se imenso com Jesus na arrogãncia, na presunção, na provocação. Seria mesmo uma fotocópia, se não possuísse (continuo convencido disso) um bom coração,  algo que o suposto original nem sabe de que lado fica: na Checoslováquia?

 

 

João Henriques

Respondeu aos disparates/imbecilidades de Conceição com classe. Assertivo, não deixou passar insinuação ou afirmação.

João, 5 -- Sérgio, 0

 

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José Mota

Acerca da partida com o Benfica:

-- Jogo interessante!

Está a brincar com a nossa inteligência?

 

ARBITRAGEM

 

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Tal como alguns jogadores, Bruno Paixão é algo manhoso na maneira de arbitrar. Contudo, não cometeu erros de maior. Se Sérgio não quer que se mostrem cartões nos descontos aos prevaricadores, terá de recorrer à FIFA, e não desatar a criticar quem simplesmente aplicou as leis do futebol.

 

OS COMENTADORES

 

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SIC, Programa Play-Off, domingo 11 de Março de 2018:

Manuel Fernandes, tentando insinuar algum tipo de ilegalidade, posto haver conquistado somente dois campeonatos numa carreira de doze anos:

-- Até hoje o Sporting sempre teve grandes presidentes...

Interpelação imediata de Rudolfo:

-- Deviam estar todos dentro, segundo o teu presidente.

-- Sim, mas isso não conta.

Ai, não? Então, em que ficamos? O "ensarilhado" não pára de me surpreender. Obrigado, SIC, por teres uma abantesma deste nível como comentador.

 

REGRAS DO FUTEBOL

 

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1) Não vislumbro como combater a regra que obriga o jogo a parar sempre que o guarda-redes está (estará?) lesionado. Se algumas soluções se perfilam, o ritmo do jogo seria sempre prejudicado. Analise-se o tema.

2) Há um novo tipo de faltas resultantes da própria evolução do futebol, e que ninguém, aparentemente, sabe como tratar, preferindo as longas discussões que têm sempre por farol a cor dos óculos. São aquelas tão óbvias que parecem irregularidades, mas não são tratadas como tal. Refiro-me às frequentes travagens e bloqueios que um atacante provoca quando, adversário nas costas, bola à sua mercê, prefere fixar pernas no chão, abrir braços e impedir a sua disputa em vez de prosseguir com ela. A consequência é óbvia: o defesa não conta com a travagem e derruba o adversário (vide os caso Doumbia no último Porto-Sporting, ou Zizou com o Petrovic (com ferro se mata, com ferro se morre), no Sporting-Moreirense). Ao contrário da jurisprudência normalmente aceite, tenho para mim que a falta é do avançado, posta a obstrução evidente que provoca à disputa da bola pelo seu adversário. Em sentido contrário, diria que, quando o defesa, bola na área a caminho da linha final, impede o avançado de a disputar, estende os braços, atira-se para o chão e agarra o esférico com ambas as mãos, está a cometer uma infracção. Solução? Simples: marcar a respectiva grande penalidade.

CAMPEONATO NACIONAL 2017 / 2018 - VIGÉSIMA QUINTA JORNADA

SEGUNDA PARTE

 

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COMPETITIVIDADE

Hoje começo por um tema sobre o qual observo uma grande confusão no meio dos "peritos/encartados" em futebol... ou que as televisões nos impingem enquanto tal. O que se deve entender por competitividade do campeonato nacional de futebol? As respostas giram invariavelmente à volta da disputa pelo título, a qual, sobretudo este ano, se afirma e reafirma como sendo a "três".

Não é verdade. Vamos por partes. 

Não me lembro, nos últimos cinquenta anos, da competição maior do nosso futebol alguma vez ter sido disputada por três clubes. Observem-se os últimos oito anos (mais frescos na memória) para se perceber que Benfica, por cinco vezes, e Porto, por três, venceram "a solo" ou em disputa com um único opositor. O mesmo se passa este ano. Assumindo que é de bom senso aguardar pelo último quarto da competição, agora que tal fase foi atingida, quem, no seu perfeito juízo, acredita que o Sporting está a disputar o campeonato? E se o Benfica ainda continua na corrida, poderá ver-se arredado do título a 15 de Abril, quando tiver de defrontar o Porto em casa. Todavia, e independentemente de até poder ser ultrapassado por algum adversário nas útimas quatro jornadas, constituir-se-á como a única equipa que terá incomodado a caminhada dos dragões.

A título de exemplo, observe-se o montante de golos atingido nas últimas cinco jornadas pelos três grandes:

Benfica = 20 golos; Porto = 19; Sporting = 6

Pois.

Mas há um outro argumento, por norma ao alcance dos treinadores perdedores: "Enquanto for matematicamente possivel, não atiramos a toalha (ou o lençol?) ao chão". Olhando para a classificação do campeonato português, o Rio Ave ainda pode ser campeão... matematicamente falando. Alguém acredita em semelhante aberração? (Perdão, Jesus acredita, pois foi mesmo esse o argumento que meteu, en passant, enquanto definia o Viktoria Plzen como clube pertencente à Checoslováquia, e as oportunidades "fulgurantes" do Sporting na partida com o Porto).

Continuando.

Contudo, por esta ordem de ideia, teríamos um campeonato mais competitivo do que o alemão, o francês, o inglês ou o italiano. Comparável ao nosso, só o espanhol, e mesmo esse...

Resulta daqui que a questão competitividade não se esgota na disputa pelo título, antes se deve entender enquanto luta pelo resultado em toda e qualquer partida, por todos os competidores, jogando em casa ou fora. Idealismo? Provavelmente.

Porém, a suposta utopia não nos deve tolher o entendimento e a ambição. É preciso encontrar o caminho para que os pequenos sejam menos pequenos, sem com isso desejar que os grandes decresçam de valor. Até porque tal é imprescindível para a nossa afirmação europeia.

E por falar do tema, questiono-me se faz algum sentido que Guimarães, Rio Ave, Marítimo e similares, isto é, potenciais candidatos ao último lugar na grelha de partida europeia, comecem mais cedo a preparação, constituam plantéis para além do razoável, tenham despesas de participação pouco menos do que incomportáveis para os respectivos orçamentos. E tudo para quê? Jogarem duas partidas sem sentido nem justificação. E, algumas vezes, com enormes custos desportivos, como foi o caso, no ano transacto, do Arouca, que, começando por disputar as pré-eliminatórias da Liga Europa, acabou na segunda divisão.

 

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Benfica-Marítimo

Palavras para quê? É a (falta de) competitividade. A referência vai para os bonitos golos marcados por Jonas e Zivkovic.

 

JOGADORES

 

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Fejsa

O homem tem o dom da omnipresença. Corta um número impressionante de ataques adversários ainda antes daqueles chegarem a incomodar os companheiros da defesa. Todavia, como não há bela sem senão, faltam-lhe pés para transformar um movimento defensivo em ofensivo, tendo, amiúde de endereçar um passe curto a um colega distribuidor de jogo. Não se pode ter tudo. A excepção chamava-se Andrea Pilro, mas esse era um futebolista doutro mundo.

CAMPEONATO NACIONAL 2017 / 2018 - VIGÉSIMA QUINTA JORNADA

 

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PRÒ ANO HÁ MAIS, SPORTING!

 

O jogo Porto-Sporting não passou de uma banal partida de futebol: anarquia na cobertura dos espaços, passes para os pés dos adversários, "charutos" para a ponte do Freixo, defesas à nora, dianteiros parcimoniosos. Valeu pela incerteza no resultado final, algo que lhe transmitiu algum colorido. O espectáculo ficou marcado pelas ausências dos dois melhores atletas de cada lado, Telles e Soares nos dragões; Gelson e Dost nos leões. Que restou? O esforçado, mas trapalhão Marega; o talentoso, todavia individualista Brahimi; o lutador, contudo inconsistente Fernandes; o esclarecido, porém lento William. O resto são uns defesas que umas cortam, outras não; dois guarda-redes que têm obrigação de fazer mais do que fazem; uns quantos médios a transviarem passes atrás de passes; para tudo acabar em avançados desinspirados ou destituídos de classe.

No cômputo geral a partida foi bem mas equilibrada do que se poderia prever. O Porto mostrou a sua pequenez, a razão pela qual levou cinco do Liverpool. Os nortenhos tiveram medo duma equipa medíocre. Já o Sporting fez questão de aproveitar o brinde, esteve perto da taluda, mas... querer nem sempre é poder.

O balanço do jogo é fácil de fazer: está consumado o 16º ano seguido sem que o Sporting vença um campeonato nacional. Recordo-me de, há uns anos atrás, ter prognosticado que os de Alvalade iriam estar 30 anos sem vencer. A ver vamos. É, muito provavelmente, tempo de reflexão no seio do clube leonino. Em termos desportivos, palpita-me que virão por aí surpresas desagradáveis. Saibam os adversários aproveitar o momento.

A posição do Porto é curiosa. Sendo um facto que precisaria de perder três jogos para ser ultrapassado pelo Sporting, já a situação para o Benfica é diferente: basta que empate um jogo e perderá o campeonato. Nota: a base do raciocínio, em ambos os casos, passa pela hipótese académica de os clubes lisboetas vencerem todos os seus jogos. A última curiosidade passa pela correcção que aqui deixo a todos os comentadores que ontem à noite desataram a afirmar que não são oito, mas nove, os pontos de vantagem do Porto para o Sporting. Tal afirmação é incorrecta, bastando que outra equipa se intrometa em igualdade pontual na classificação final. Portanto, meus caros, oito pontos não são nove!, podendo vir a sê-lo.

 

OS JOGADORES

 

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Bruno Fernandes

À medida que vai crescendo como jogador, vai-se tornando mais agressivo com os árbitros e implicativo com os colegas. Caminho minado, Bruno.

 

OS TREINADORES

 

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Sérgio Conceição

Onde esteve o (...) estamos a fazer uma época de acordo com o historial do FC Porto, a ser dominadores, fortes e competitivos?

No ultimo quarto de hora remeteu-se ostensivamente à defesa do resultado. Se duvidas houvesse, atestá-lo-ia a substituição de Marega por Reyes. Marceneiro justificou-se com o (hipotético) aproveitamento dos espaços nas costas da defesa do Sporting. A, óbvia, realidade foi que o Sporting acabou a pressionar o Porto, e só a juventude de Leão não atirou a teoria do treinador portista para o caixote do lixo, local próprio para desculpas de mau pagador, como foi o caso. E, já agora, quem é que o Porto passou a ter no ataque capaz de apanhar os "bidões" que a sua defesa atirava para a frente? Marega? Não estava em campo; Soares? Estava na bancada; Aboubakar? Não tem velocidade. Brahimi? A sua acção esgota-se com a bola nos pés.

 

 

Jorge Jesus

Ontem juntei mais duas ao léxico J.J. Fiquemos com as novas pérolas:

(...) oportunidades fulgurantes;

(...) jogo da Liga Europa na Checoslováquia.

Contudo, trouxe-nos mais uma a atestar a bipolaridade que o ataca (a ele e a toda a estrutura leonina) sempre que em causa está o Porto:

Houve um penalty, mas não teve importância no resultado final do jogo.

Como? O homem está doente.

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