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Do Futebol

Blog de análise ao futebol: sério, irónico, crítico, construtivo, mas também intolerante para quem não tem princípios nem entende que a vida está muito para além dum pontapé numa bola.

Do Futebol

Blog de análise ao futebol: sério, irónico, crítico, construtivo, mas também intolerante para quem não tem princípios nem entende que a vida está muito para além dum pontapé numa bola.

CAMPEONATO NACIONAL 2017 / 2018 - DÉCIMA JORNADA

OS GRANDES

 

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O Benfica voltou a fazer exasperar os seus adeptos, tal a falta de qualidade do seu futebol. Os encarnados permitiram ao Feirense exercer um certo domínio do jogo, manter a ilusão do empate e efectuar alguns pontapés de fora da área, aos quais Svilar se opôs com a segurança que não mostrou quando, num passe de Almeida, foi tão lento que só por falta de agressividade do oponente não voltou a sofrer um golo de forma infantil que, muito provavelmente, lhe arruínaria a carreira.

No final salvou-se o resultado que Jonas construíu (quem havia de ser...)

 

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O Sporting teve a estrelinha da sorte, marcando quando o adversário acabava de perder a mais flagrante oportunidade de golo. O Rio Ave merecia muito mais do que a vitória moral. Fiquei com algumas dúvidas acerca da legalidade do tento apontado por Bas Dost, mas aceito melhor opinião desde que bem alicerçada. O melhor em campo foi de novo Patrício, a quem o Sporting começa a dever uns quantos pontos neste campeonato.

 

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O Porto fez de água mole em pedra dura, que tanto bate até que fura. O Boavista esteve longe do jogo que efectuou com o Benfica, contudo, a verdade é que existe actualmente uma grande diferença entre dragões e águias. O resultado acabou por ser algo penalizador para os visitados, embora se tenham de aceitar as variantes tácticas introduzidas por Jorge Simão que levaram ao descalabro final.

 

OS ADVERSÁRIOS

Gostei de Feirense e muito especialmente do Rio-Ave; não tanto do Boavista. Os homens de Vila do Conde sabem jogar a bola, têm um modelo de jogo bem estruturado e por todos apercebido ao longo de muitos anos. Fazem sonhar com a possibilidade de, um dia, chegarem a campeões nacionais. Que fantástico seria para o futebol português.

 

OS JOGADORES 

 

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Krovinovic

Quando é chamado ao jogo, o croata mexe com a equipa. A razão é simples: tem a classe que escasseia à maioria dos colegas. Falta-lhe o estatuto que, aparentemente, o treinador não está disposto a conceder-lhe.

 

 

 

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Salvio/Pizzi

São duas das "vacas sagradas" de Vitória. Nas últimas partidas revezaram-se: ora agora jogas tu; ora agora jogo eu. Em que ficamos: há ou não coragem de os colocar de fora?

Nota: Parece que Salvio não gostou de ser substituído. Tem bom remédio, o argentino: comece a jogar a bola.

 

 

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Pelé

Fez um enorme jogo, como já se lhe não via há muito tempo. Bem-vindo.

 

 

 

 

 

 

 

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Rubén Ribeiro

A carreira que protagonizou e os episódios que ela encerra dizem muito acerca do seu carácter. É um jogador talentoso que teima em exagerar no vedetismo pessoal. É pena que assim seja.

 

 

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David Simão

Idem.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Yusupha Njie

O gambiano foi um quebra-cabeças para a defesa do Porto. Ingénuo, acumulou doses de pancada que o incansável Felipe se encarregou de distribuir. Jovem a acompanhar.

 

 

 

 

 

 

 

OS TREINADORES

 

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Rui Vitória

"Queremos vencer em Manchester".

Admito a pertinência de tal pensamento, ainda que -- obviamente -- não haja lugar à afirmação do seu contrário. Contudo, questiono-me, sabendo que Almeida e Luisão não poderão jogar, se o treinador do Benfica está a ser intelectualmente honesto... É que os tem mantido na equipa titular, deixando à imaginação dos seus adeptos quem poderá desempenhar os lugares de defesa direito e central.

Quer "mesmo, mas mesmo mesmo" ganhar?

 

OS DIRIGENTES 

 

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Luís Filipe Vieira disse há dias qualquer coisa parecida com "o Benfica tem equipa para os próximos dez anos". Não sei em que contexto o fez, nem qual o objectivo que tinha em mente, por isso, não vou aqui aprofundar o tema, se não para recordar Borges Coutinho. Se bem me lembro, por volta do princípio dos anos 70, o presidente encarnado terá dito algo muito semelhante ao proferido agora por Vieira. Naquela ocasião o Benfica mantinha nos seus quadros os magriços Eusébio, Simões e Jaime Graça, aos quais se juntava uma plêiade de excepcionais futebolistas: Humberto Coelho, mais Artur, Rui Rodrigues e Artur Jorge vindos da Académica; Jordão e Nené, de África; Vitor Batista, do Setúbal. O clube da Luz ganhou os campeonatos de 70/71, 71/72 e 72/73. Sabem quanto tempo durou aquele fabuloso naipe de jogadores? Exactamente... três anos.

 

A ARBITRAGEM

 

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VAR

Pensava que o vídeo-árbitro estava lá para decidir racionalmente, como se alma não possuísse. Equivoquei-me: tem um particular carinho para com os grandes, e, nestas primeiras dez jornadas, muito particularmente para com o Sporting.

 

DIVERSOS

 

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Hoje mudamos a hora, passando a um suposto calendário de Inverno, algo que fazemos a título de subserviência às multinacionais. Quem foi que afirmou que preferimos ter luz às seis da manhã em vez de dela disfrutarmos às seis da tarde? Diria mesmo que encaixa na perfeição no nosso (miserável) estilo de sairmos do trabalho a correr para nos enfiarmos em casa. E que tal se voltássemos ao tempo em que chegávamos ao emprego pelo arrebol da manhã, e nos fosse possível, antes de Avé-Marias, dar um passeio com os filhos pelo campo ou à beira-mar?

Quando teremos uma opinião pública, como existe nos países civilizados? Raios partam o nosso conformismo! 

CAMPEONATO NACIONAL 2017 / 2018 - NONA JORNADA

Voltaram as provas internas, balão de oxigénio das nossas principais equipas, que, puxando e puxadas pelos respectivos fãs, incham... incham... e de rãs se fazem vacas, bem em oposição à pequenez demonstrada na Europa, onde, normalmente... rebentam.

 

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Introdução feita, vamos à análise dos jogos do fim-de-semana.

 

OS GRANDES

 

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O Porto deu cabo da mobília ao Paços de Ferreira. Partida sem história, não fosse a clarificação de que Conceição, enquanto as coisas lhe correrem bem, manterá a aposta em José Sá em detrimento de Casilhas (ver referência à parte).

 

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O Benfica voltou ao seu sistema tradicional. O Aves encolheu-se demasiado para quem pretendia disputar o jogo. As ingenuidades defensivas deram duas penalidades e ajudaram os da Luz a mascarar a crise.

 

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O Sporting teve pela frente um estranho Chaves, bem longe da equipa que na primeira metade da pretérita época tanto entusiasmou os amantes do futebol. Bas Dost voltou a mostrar-se letal no jogo de cabeça, ainda que se limitasse a concluir jogadas sem oposição digna desse nome.

 

OS ADVERSÁRIOS

Os grandes marcaram 14 golos e sofreram três: sintomático. Paços, Aves e Chaves foram uma nulidade. Salvaram-se os lances dos golos – um para cada – , sendo de realçar a qualidade do pontapé de Welthon, e a bonita jogada e soberba finalização de Davidson. O último apontamento vai para a presença do eterno Quim e para a velocidade estonteante do líbio Elhouni na direita, o qual parecia um atleta de 100 metros. Porventura tenha entrado demasiado tarde para explorar as notórias fragilidades de Coentrão.

 

OS JOGADORES

 

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Casilhas

Pelo isolamento que evidencia, parece cada vez mais que o estão a empurrar para fora do clube. Tal como Maxi Pereira, tem um salário demasiado alto para a realidade portuguesa. Continuará a suplente enquanto não for óbvio que se recusa a sair, algo que se tornará claro lá para Janeiro. Como não creio que o espanhol venha a chamar a si o papel de “papá do José Sá no balneário”, irá ter entradas negras em 2018.

 

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Podence

Tal como havia sucedido com Palhinha no ano transacto, usou as redes sociais para vir dar conta do seu descontentamento com a situação que atravessa no Sporting: “Um pássaro preso nunca aprende a voar”, escreveu. Todavia, rapidamente faria desaparecer a mensagem, deixando apenas uma fotografia a denunciar o cinzentismo do preto e branco. Mudou de ideias ou o serviço de inteligência leonino esteve particularmente activo nesse dia?

O hipotético prémio para a colaboração prestada foi a titularidade na partida com o Chaves. Esteve bem, sobretudo durante a primeira parte.

 

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Diogo Gonçalves

Foi aposta de Vitória nos dois últimos jogos. Singular desafio, não porque falte qualidade ao jovem, antes pelo valor e número de alas do plantel benfiquista. A dúvida, coloco-a no facto de se apresentar a jogar no lado esquerdo, lugar para o qual me parece faltarem-lhe características.

 

 

A COMUNICAÇÃO SOCIAL

 

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Um jornalista presente na conferência de imprensa de Sérgio Conceição instou o treinador portista a pronunciar-se acerca duma suposta frase em que Rui Vitória teria afirmado que não trocava de guarda-redes por causa de telefonemas ou idades. A resposta, balbuciada, foi que: “Não tenho nada a comentar, não sei o que está a falar. Vou inteirar-me e depois responder”.

A uma pergunta imbecil correspondeu uma réplica evasiva. Sérgio procura mostrar-se corajoso, recusando a ideia de fuga às questões que lhe são colocadas. No futuro, será bom que compreenda que não é obrigado a responder a tudo. É que há uma diferença gritante entre perguntas e provocações.

 

DIVERSOS

 

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Martin Schmidt, treinador do Wolfsburgo, introduziu uma nova regra no clube: lavar os dentes depois da prática desportiva.”No final dos treinos está criada acidez dentro da boca, que ataca as gengivas e termina no sangue. Por isso, escovar os dentes ajuda a recuperar melhor a energia porque previne a acidez», disse.

Problema de rendimento desportivo ou excesso de sensibilidade do mister ao mau-hálito?

LIGA DOS CAMPEÕES - TERCEIRA JORNADA

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Três jogos, três derrotas, e a noção de que não temos nos nossos principais clubes os melhores treinadores/jogadores do mundo, nem sequer dos melhores da Europa, tão pouco de topo na Ibéria, e, mesmo razoáveis, somente com uma candeia e após longa e exaustiva busca pelos cantos mais esconsos da casa.

É de acreditar que, apesar de as duas derrotas, o Porto acabe por se apurar para os oitavos de final, ainda que em segundo lugar; o Sporting terá de derimir com o Olympiacos em casa a manutenção na Liga Europa; o Benfica há muito que fez as malas.

 

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O Porto foi cilindrado em jogo jogado, muito para além do que se deduz do resultado. Perdeu por um e poderia ter perdido por três ou quatro, sobretudo em função da primeira parte. O futebol bem jogado é algo extremamente simples: assenta em velocidade e bola ao primeiro toque. Pressão e intensidade, foi assim que o Leipzig derrotou o Porto, com penetrações bem pelo centro da defesa, para mostrar aos partidários das lateralizações que uma linha recta é sempre o caminho mais curto entre dois pontos.

A defesa do Porto, José Sá e Danilo incluídos, perdeu claramente o norte, acumulando erros sobre erros, essencialmente em função da mobilidade e agressividade do adversário. A equipa portuguesa deixou no ar a impressão de que não tem plantel nem em qualidade nem em quantidade para todas as provas em que se move.

Não há jogadores a destacar no Porto, tão má foi a exibição do grupo e, obviamente, das suas individualidades. Dentre os alemães, gostei do Forsberg; do Augustin, ex-PSG; do Keita e de Timo Werner, embora este último só tenha estado em campo nos minutos finais.

Sérgio Conceição surpreendeu meio mundo com a decisão de conceder a baliza a José Sá em detrimento de Casilhas: “Opção técnica em função das características do jogo”, justificou. Quais características, as do modelo de jogo do Leizig ou as individuais dos atletas adversários?, era a pergunta que se impunha e que os jornalistas não colocaram. Não é clara a opção do treinador: Casilhas diz que nada se passou entre ambos; os media, que o espanhol não é prioritário para o treinador; as más-línguas, que o Porto o quer empurrar mais ao salário que aufere para fora do Dragão, coisa bem ao estilo de Pinto da Costa. A ver vamos nos próximos jogos. Pareceu-me bem a entrada de Oliver e incorrecta a saída de Brahimi.

Uma noite má também para o Marceneiro.

 

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Do jogo do  Benfica ficará a atitude solidária de Lukaku para com Svilar, algo bem patente nos gestos do avançado belga, tão simbólicos quanto o pedido de desculpa aos adeptos por parte do guarda-redes benfiquista.

Dentre as exibições individuais, as referências positivas vão para Rubén Dias que não se atemorizou pelo nome do adversário; Grimaldo pela primeira parte; Filipe Augusto a mostrar que pode vir a ser um jogador interessante. No campo oposto, a noção clara de que Luisão "já não tem vida para isto"; Pizzi suplica pelo banco de suplentes; Diogo Gonçalves pareceu algo perdido no lado esquerdo; Jiménez não pode jogar sozinho.

Guardo a última análise para Svilar. Cometeu um erro técnico que o fez encaixar o único golo do United. Tem tudo para ser um grande guarda-redes, Mourinho apellidou-o de "fenómeno" (Se assim é, porque não se antecipou e o foi buscar à Bélgica?) Talvez sim, talvez não. Importante é que tenha cabeça para entender que é também assim que se aprende.

Rui Vitória arriscou com a entrada de três jovens a titulares, todavia, bem mais do que isso: alterou o sistema do Benfica, o que lhe deu consistência no meio campo, mas retirou capacidade finalizadora. Sem Jonas, o seu melhor jogador, os encarnados "não marcam um golo a ninguém". O treinador encarnado garantiu a presença de Svilar no próximo domingo. Fez bem.

 

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O Sporting joga como nunca e perde como sempre. Surpreendeu-me o resultado ao intervalo, ouvi loas à competitividade dos leões por parte dos comentadores e decidi dar uma vista de olhos pelas estatísticas. Bem sei que os números não jogam nem marcam golos, mas a diferença de produção de futebol entre as duas equipas era enorme para o lado dos italianos. No final, vistos os lances de golo, a conclusão só pode ser uma: a Juventus possui melhores, muito melhores jogadores do que o Sporting.

Jesus clamou por um penalty não marcado e recusou resposta directa à pergunta feita acerca dos gestos de Coentrão. Quando chegam os jogos decisivos, o homem encolhe-se, encolhe-se e... desaparece. Não ganha uma. É o "cérabro".

TAÇA DE PORTUGAL - TERCEIRA ELIMINATÓRIA

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A nova fórmula de sorteio condicionado da Taça de Portugal vai de encontro aos desejos de promover a festa, obrigando os clubes da Primeira Liga a jogarem fora... ou assim parecia ser. É que, nos jogos de "risco", o critério de aprovação dos respectivos campos/estádios é de tal forma apertado que subverte toda e qualquer boa intenção, como ficou provado na partidas disputada pelo Lusitano de Évora -- a nada menos do que 150 quilómetros de casa -- e do Olhanense, embora, neste caso, a deslocação tenha sido bem menor. Certo é que também não fiquei convencido do real interesse dos clubes pequenos quando no horizonte surgem os aspectos financeiros. Creio que o modelo tem pernas para andar, contudo, há que aprofundar regras pelas quais o equilíbrio desportivo alcançado através da concessão de uma suposta vantagem não se torne preverso.

Vamos aos jogos que tive oportunidade de ver.

 

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Da partida do Sporting em Oleiros retive o segundo golo de Palhinha, executado com notável perfeição técnica; a noção de que Podence é "de mais" para estes jogos, tanto quanto é "de menos" para níveis mais elevados de competitividade; a injustificável cedência de mais um par de golos pela defesa leonina.

 

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O Porto passeou, levou para o norte uma caixa com meia dúzia de pastéis, e não sei que parte da receita, se é que alguma exigiu ou a ela tem direito.

 

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Ao ver o Benfica fiquei perante um dilema: ou o Olhanense está no campeonato errado, ou os encarnados não jogam nada. Ainda bem que não tocou ao Benfica o Farense ou o Oriental, equipas que na respectiva classificação do campeonato de Portugal superam os representantes mais a leste do sotavento algarvio.

Porque o escrutínio desta eliminatória se faria forçosamente ao redor do Benfica e dos atletas a apresentar em campo, avancemos para um análise que nada mais reflectirá do que um mero jogo contra um adversário medíocre. Svilar, o guarda-redes, mostrou-se seguro e confiante, talvez até com tiques de vedeta. Face ao que se tem visto de Julio César e Varela (e posto não assistir aos treinos), colocava-o de caras a titular contra o United. Que tem o Benfica a perder? Se o projecto de amadurecimento do jogador pode ficar ferido por excesso de velocidade, imagine-se o que resultaria duma grande exibição do jovem. E, sinceramente, que garantia dão as alternativas?

Douglas mostrou predicados ofensivos e uma extraordinária incapacidade defensiva. Jefferson Encada, jovem de 19 anos emprestado pelo Sporting, fez-lhe a  vida negra.  O problema é saber de quem pode o Benfica socorrer-se para o lugar de defesa direito. Palpita-me que vem aí surpresa da grossa. No centro, creio que Rubén Dias terá lugar garantido se Jardel não recuperar. E, se a aposta for nesse sentido, cairão por terra quaisquer justificações de Vitória para a não utilização de Svilar. Quem decidiu não inscrever Krovinovic na Liga dos Campeões? Gabriel marcou um bonito golo e foi tomar banho. Nada mais produziu que se lhe visse. Rafa é um caso estonteante. Um jovem com qualidades excepcionais para a prática do futebol não pode jogar só o que se lhe vê. 

 

OS PLANTÉIS

Estes jogos da Taça são usados pelos grandes clubes para dar minutos a atletas menos utilizados. Na maior parte das vezes a observação é improfícua, posto que os adversários não ofereçam oposição significativa, ou porque aos habituais suplentes (ou nem isso) falte ritmo e entrosamento. 

Debrucemo-nos sobre as situações mais emblemáticas nos plantéis dos grandes clubes.

Nota: Deixo de fora alguns dos casos de jovens que, de todo, desconheço, e nem faço ideia da razão pela qual fazem parte dos respectivos plantéis.

 

Sporting

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Tobias Figueiredo

Não podia jogar por se encontrar lesionado. Que lugar ocupa no ranking dos defesas centrais sportinguistas? O quarto, muito provavelmente. Tem 23 anos e um histórico de empréstimos sem convencer. Não estará na hora de partir e tentar jogar num clube para o qual tenha nível?

 

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Petrovic

No ano de chegada a Portugal esteve emprestado ao Rio-Ave, sem lhe ver reconhecida qualidade acima da média. Continua a não convencer o treinador, o que o leva a aparições pontuais nas taças, contabilizando apenas 24 minutos na Primeira Liga. Face à idade -- 28 anos -- é de crer que não tenha futuro no Sporting.

 

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Iuri Medeiros

É o ano do sim ou sopas. Vai jogando uns minutos aqui, outros ali, sem ganhar o estatuto de titular ou sequer de alternativa prioritária. Assenta as suas caraterísticas na habilidade natural. Contudo, questiono-me se tal fará do açoreano um jogador de futebol, ou se não passará de um futebolista com um pé esquerdo "jeitoso".

 

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Podence

Muito do que escrevi acima se poderá aplicar a Podence, jogador que perdeu claramente peso nas opçóes do treinador.

 

 

 

 

Porto

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Vaná

Ir para o grande clube nortenho deu-lhe, certamente, dinheiro, todavia, poderá ter-lhe acabado com a carreira. É, no mínimo, terceira opção. 

 

 

 

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Maxi Pereira

Erros próprios e alheios (Pinto da Costa) levaram-no de imprescindível a suplente ou mesmo à bancada. Irá, muito provavelmente, jogando com o contrato, limitando as suas ambições a estar presente no Mundial da Rússia.

 

 

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Layún

Aparece e desaparece. Tendo em conta a idade do atleta, não me parece que o Porto esteja a efectuar a melhor das gestões com o mexicano, quer desportiva quer financeiramente.

 

 

 

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Diego Reyes

Deveria tentar libertar-se do acordo com o Porto. Parece possuir alguma qualidade, mas não tem, nunca teve, espaço de afirmação.

 

 

 

 

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Sérgio Oliveira

Pode não parecer, mas já tem 25 anos. Precisa de jogar com regularidade. Aplica-se-lhe -- parcialmente -- o que escrevi acerca de Layún.

 

 

 

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Hernâni

É rápido e tecnicamente dotado. Tal como os simbólicos "Licás e Josués", diria que deu um passo maior do que a perna quando assinou pelo Porto.

 

 

 

Benfica

 

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Lisandro López

"Tem" que sair do clube onde está há seis anos praticamente sem jogar.

 

 

 

  

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João Carvalho

Possui qualidade para muito mais do que fazer número. O empréstimo poderia ser uma boa solução.

 

 

 

 

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Diogo Gonçalves

Face à quantidade de alas no Benfica, escasseiam as oportunidades do jovem alentejano jogar. A exemplo de Carvalho, beneficiaria de um hipotético empréstimo.

QUALIFICAÇÃO MUNDIAL / 2018 PORTUGAL-SUÍÇA

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Finalmente, soavam já os últimos acordes no acetábulo, a selecção portuguesa conseguiu o apuramento directo para o Mundial da Rússia. Para a Suíça fica o sabor amargo de vencer nove em dez jogos, e ter de disputar um play-off de apuramento, ditames da política desportiva das entidades que gerem o futebol, que tudo fazem em prole das receitas televisivas, pouco se preocupando com a carga de esforço anual -- parcialmente inútil e desnecessária, como é o caso -- exigida aos atletas. Adiante.

A primeira parte dos portugueses foi bastante fraca. Bem pelo contrário, a Suíça teve ali a sua melhor fase, sendo que o resultado ao intervalo era notoriamente lisonjeiro para Portugal. Já o período complementar demonstrou fragilidades a todos os níveis na equipa suíça, as quais, estranhamente, atingiram a componente mental.

Apesar de os óbvios parabéns a endereçar a quem alcançou um objectivo, e de os factos, isto é, os resultados lhe demonstrarem as virtudes, Portugal não joga um futebol bonito e nem sequer consegue entusiasmar quem o vê. Teve sorte no primeiro golo -- sem desvirtuar a qualidade do cruzamento e de quem acreditou e a ele acorreu --, e momentos de boas jogadas executadas por individualidades acima da média. A alternativa exibicional passa pela repetição da estratégia da final do Europeu, isto é, todos à defesa e fé em Deus (Éder, na ocasião).

No plano individual as saliências vão para João Mário, Bernardo Silva e William, os quais estiveram uns bons furos acima dos restantes. Ronaldo esteve aquém do que é capaz, e, de tanto perseguir o golo que lhe escapava, acabou por falhar uma flagrante ocasião quando, isolado, quis fazer uma "habilidade" em vez de colocar simplesmente a bola fora do alcance do guardião adversário.

 

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FERNANDO SANTOS

É um treinador conservador e resultadista que apela ao "critério" para tudo justificar. É campeão europeu, porém, com o engenheiro ao leme, a equipa jamais jogará um futebol excitante: love me or leave me.

Na conferência de imprensa denominou a equipa suiça de "fantástica" e os jogadores helvéticos de "altíssimo nível". Equivocou-se. A serem-no, Portugal estaria agora a preparar-se para disputar o play-off.

QUALIFICAÇÃO MUNDIAL / 2018 ANDORRA-PORTUGAL

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Num estranho país dirigido por dois co-príncipes, exemplo raro de governação, derimiu Portugal a suposta "meia-final" (no dizer de João Mário) de uma competição cujo epílogo ocorrerá na próxima terça-feira, no Estádio da Luz.

Apesar de as dúvidas existenciais de Fernando Santos, o capitão Ronaldo começou o jogo sentado no banco, à espera de ver o que aquilo dava. Não deu. Os escalados para a partida andaram por ali durante a primeira parte, dominaram o jogo sem progressão que se visse, e se acaso conseguiam chegar às linhas finais, os cruzamentos eram facilmente interceptados pelo padeiro, o serralheiro e o carpinteiro lá do sítio, comandados por um tal Ildefonso Lima, espécie de encaregado-geral da obra, homem vetusto no topo das suas 37 Primaveras, atleta que conta no seu percurso com uma passagem pelo Espanhol no século passado, isto é, quando o avançado que ontem teve de marcar, André Silva, ainda andava de fraldas.

Intervalo a chegar, e já Cristiano sorria; que se portasse com juízo, pediu-lhe o selecionador, não fosse estragar a festa preparada para Lisboa. Ah! é verdade; que marcasse um golito, e salvador da pátria se lhe chamaria. Assim aconteceu, e Portugal pôde respirar, cabendo a Santos o balão de oxigénio que se impunha dada a altitude a que a partida se disputava. Viesse de lá, então, William de Carvalho: se um trinco é bom, dois serão, certamente, melhores, era a aposta.

Os destaques individuais são todos pela negativa, posto que ninguém jogou nada que se visse. O prémio Farinha Amparo vai -- também em versão "co" -- para Bernardo Silva, Quaresma, João Mário e Gelson. Todavia, outros houve que nem se percebeu se estavam em campo, tais como Patrício, Pepe, Neto e Eliseu, o que demonstra a capacidade atacante do adversário. Empenhados só Semedo, Danilo (vedetismo presunçoso a galgar terreno), André, pelo  segundo golo, e Ronado, a quem o capataz ofereceu a bola para o primeiro.

Dia 10 há mais.

A ASSEMBLEIA GERAL DO BENFICA

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A Assembleia Geral do Benfica

Posto o momento que a equipa principal de futebol atravessa, a A.G. do Benfica extravasou o propósito da apresentação dos resultados financeiros. 

Não sou sócio do clube encarnado, nunca quis ser: acho que um homem é tanto mais livre quanto menos emocionalmente se envolver em área tão sensível como é o futebol.

Começo por lamentar a ideia de democracia de quem na reunião participou e de quem a dirigiu. Refiro-me a impedir pessoas de exprimirem livremente a sua opinião; pegar em cadeiras e atirá-las contra outrém; lançar petardos; interromper quem fala. Saber falar, escutar, dialogar, respeitar são conquistas da humanidade obrigatórias para a vida em sociedade. 

 

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As televisões apresentaram peças semelhantes acerca do sucedido; os jornais afinaram pelo mesmo diapasão; pelo que saliento aqui a análise ao que, segundo vi e li, afirmou Luís Filipe Vieira, dando de barato dois aspectos:

1) Recurso a linguagem obscena em -- pelo menos -- dois momentos.

Imperdoável no presidente do Benfica. E não me digam que era um espaço privado, pois se o fosse, os termos utilizados não teriam chegado a quatro ou cinco milhões de lares. Vieira tem de ser capaz de se controlar, manter uma atitude que o dignifique, ainda que não lhe agrade o que escuta. 

2) Os seguranças

Bem sei que todos os presidentes recorrem a guarda-costas, porém que sentido tem numa "reunião de família" rodear-se deles de forma tão provocante? Vieira tem medo de quem? As AG servem para algum tipo de acerto de contas pessoal? Se há comprovadamente "inimigos" infiltrados entre os sócios, que tal expulsá-los? Tanto quanto sei, o Benfica é uma entidade privada que se rege por estatutos próprios... Ou será que já se tomam opositores por inimigos?

Nota: Se os senhores presidentes de meros clubes desportivos não entenderem o que digo, remeto-os para a prática do nosso actual Presidente da República.

Vamos agora à análise do que Vieira afirmou:

-- O Benfica não desinvestiu.

Não? Vendeu Ederson, Semedo e Lindelof. Fez regressar Varela (agora terceiro guarda-redes), pediu emprestado Douglas (sem jogar, não obstante), fez subir à primeira equipa Rubén Dias (o intermitente).

Achará mesmo o presidente que manteve o nível competitivo da equipa?

-- As contratações que fizemos são aquelas que entendemos para termos equipa para lutar pelo campeonato. São estes jogadores, entendam isto, que temos de apoiar se queremos chegar ao penta. O penta para mim é uma realidade. Não vamos abdicar disso.

Eis a resposta à questão anterior. A equipa está a cinco pontos do primeiro à oitava jornada do campeonato; colecciona duas derrotas vergonhosas na Liga dos Campeões e continua a falar em "chegar ao penta", E, se dúvidas tivermos, vai mais longe na futurologia, recorrendo ao presente do indicativo do verbo ser: "O penta para mim é uma realidade".

-- Se em Janeiro tivermos de fazer algum investimento iremos fazer, mas é com estes jogadores que vamos lá.

Em que ficamos? É com estes ou com os que, hipoteticamente, virão em Janeiro? 

É que mas é uma conjunção adversativa, logo indica oposição entre as duas sentenças.

-- Deixem-me dizer uma coisa para um sócio que disse para pedir a demissão. Eu vou estar cá muitos e muitos anos.

Esta ultrapassa tudo o mais. Não cabe tal decisão aos sócios, ao seio do grupo de pessoas do qual foi oriundo o pedido?

Um último ponto: Vieira fez obra meritória no Benfica e tal será, em princípio, inquestionável. Como disse noutra peça, revela-se cada vez mais incapaz para entender a realidade à sua volta ou tomar as melhores decisões. Ninguém é eterno, caro presidente.

CAMPEONATO NACIONAL 2017 / 2018 - OITAVA JORNADA

OS GRANDES

 

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Sporting e Porto empataram em Alvalade. A uma primeira parte de qualidade dos nortenhos, corresponderam os lisboetas com uma exibição empenhada no período complementar. A haver um vencedor, diria que o Porto esteve mais perto do objectivo: possui melhor onze, pratica um futebol mais agressivo. 

O jogo ficou muito aberto na segunda parte, talvez porque se manifestasse algum cansaço nos atletas; porventura porque o coração suplantasse o discernimento.

Destacar individualidades é difícil numa partida onde se lutou -- sobretudo no meio-campo -- muito mais do que jogou. Ainda assim, avancemos.

O ataque do Porto fica a dever a si próprio o nulo registado: Brahimi perdeu-se no ballet; Aboubakar falhou várias oportunidades; Marega tem dificuldades com a bola nos pés. A defesa esteve muito bem.

No Sporting, Mathieu mostrou para que serve a experiência; Jonhatan foi o melhor extremo; Gelson fintou-se a si próprio; Bas Dost, bem marcado e sem ter quem o sirva, foi inoperante. De Patrício, falarei a seguir.

 

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(Para se entender a crónica sobre o Benfica, recomendo que se tenham presentes as afirmações do seu presidente na pretérita sexta-feira)

Os encarnados surpreenderam tudo e todos com o extraordinário resultado alcançado na Madeira ante o Marítimo: 1-1. Recorde-se, para os desmemoriados, que no ano passado lá havia perdido por 1-2... curiosamente, com Ederson, Semedo e Lindelof... logo não houve desinvestimento na equipa;

Eu, alminha ignorante, fico agora a saber que é com estes que vamos chegar ao penta. Corrigiria mesmo tudo o que para trás andei a dizer neste blog, e lançaria desde já o repto para chegarmos ao hexa: -- Venda, sr. presidente, venda o Grimaldo, o Zivkovic e o Jonas. Com menos estes três, é limpinho: se a tendência se confirmar, ganharemos na Madeira para o ano. E, já a pensar no hebdomático ou hepta, como de justiça se chamará, peço-lhe que mantenha os olhos em Krovinovic, Rafa e Svilar. É que podem "explodir" a qualquer momento... E até os pode vender em pacote... package deal, como se diz na terminologia do marketing. Soa a coisa fina, se é que me entende.

Avancemos, porém. Filip Krovinovic entrou a substituir Pizzi, e logo se percebeu a diferença entre um jogador de futebol e um esforçado. Será que o croata conseguirá sentar no banco o "afilhado" do treinador? Não me arrisco a prognosticar.... até porque não serei mais do que um treinador de bancada. Quem manda na equipa é o Rui Vitória... (Entendeste, escrevinhador de blog?)

Com as prestações interna e externa do Benfica, pus-me a fazer contas. Lá pelo Natal, estaremos a um ponto (não sei se acima se abaixo)  de Porto e Sporting. Na Champions, haveremos derrotado o Manchester United por duas vezes; o CSKA em noite gloriosa debaixo de neve e com 15 graus negativos; e ao Basileia teremos espetado com seis... cá por coisas. Pelo Ano Novo, aqui estarão estrelas cintilantes do futebol europeu até lá sentadas a aquecer bancos dourados: Garay, Gaitán, Slimani, Benzema, Mbappé, James Rodriguez, Keylor Navas, Dani Alves, Varane e Robben. Têm dúvidas acerca do penta, ou querem que vos faça um desenho?

Quanto ao ignóbil pedido de demissão de Vieira, reafirmo: quem foi a besta que o exigiu? Estivéssemos no século XVIII, e em S. Domingos seria levado " à purificação da carne".

Conclusão: o Benfica fez um grande jogo. Se os jogadores do Marítimo corriam e os da Luz nem os viam, é porque os diabretes devem ter andado a beber poncha a mais. Não acreditam? Então como explicar que o Everton tenha falhado aquela em que o Jardel escorregou, como se o Júlio César lhe parecesse O Inferno de Dante?

 

OS JOGADORES

 

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Rui Patrício

O homem da (bizarra) estátua na terra natal não é, nunca foi, jamais será um grande guarda-redes; ser o melhor português não lhe concede tal estatuto. Contudo, está mais seguro, facilita (isto é, reduziu o número de "frangos") menos do que lhe era habitual em anos transactos, embora continue a jogar mal com os pés e seja incapaz de sair do conforto que a baliza lhe oferece para se opor a um qualquer cruzamento. Ontem o Sporting ficou a dever-lhe o empate. Foi, penso que unanimemente, considerado o melhor em campo, algo que, só por si, justificaria a vitória do visitante.

 

OS TREINADORES

 

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Jesus e Conceição tiveram um estranho registo, chamando a si louros estratégicos que não se detectaram durante a partida. É que, sobretudo na segunda parte, o jogo esteve em roda livre, incapaz de obedecer a qualquer esquema táctico mais ou menos pré-definido. 

Ambos os treinadores se esqueceram que no campo estavam homens, não máquinas.

 

OS COMENTADORES

 

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Na SPORTV o Lobo fala que se desunha. Dá-se a passes de magia ainda o jogo não começou, recupera dos disparates logo de seguida em flick-flack à retaguarda (eu não disse?);  refugia-se em construções matemático-tácticas que ninguém descortina, para justificar tanta presunção de sapiência futebolística. 

Como me custa ver futebol sem som, tenho de o aturar. No final, fico sempre com a impressão de que houve dois jogos: o real e o que o Lobo inventou para justificar os dislates sem conta.

Haja esperança: um dia não teremos Jesus a treinar, Pizzi a jogar, Lobo, Fernandes e Rodolfo a comentar!

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