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Do Futebol

Blog de análise ao futebol: sério, irónico, crítico, construtivo, mas também intolerante para quem não tem princípios nem entende que a vida está muito para além dum pontapé numa bola.

Do Futebol

Blog de análise ao futebol: sério, irónico, crítico, construtivo, mas também intolerante para quem não tem princípios nem entende que a vida está muito para além dum pontapé numa bola.

PORTUGAL-HUNGRIA

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Portugal ganhou um jogo fácil em que domimou a seu bel-prazer a equipa magiar. A Hungria, como todas as nações representativas do antigo bloco de leste, esteve muitos anos em reestruturação social, algo a que o desporto não foi estranho, bem pelo contrário, pois muitos dos grandes clubes de antanho eram suportados pelo próprio Estado. Reestruturada a economia e o modelo de desenvolvimento -- não vou discuti-lo --, o futebol tende a recuperar dentro do novo contexto. Ontem, ao ver "esta" Hungria, perguntei-me onde estavam Florián Albert ou Ferenc Bene, os grandes jogadores da selecção de 66. Da equipa finalista de 54, Czibor, Puskas, Kocsis, nem se fala.

 

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Voltemos à actualidade. Se a Hungria assenta o seu jogo na componente física, e na cobrança de faltas de que ontem não se viu sombra, já o futebol português só ocasionalmente ultrapassa o que assistimos: modelo de jogo sedimentado no passe curto, lento, dominante -- forte com os fracos... -- mas enfadonho. João Mário e Quaresma dão umas "sapatadas" de vez em quando, e trazem algo de excitante pela técnica e pela velocidade. Ronaldo procura fazer, mas não precisa: basta tocar na bola e o público fica histérico, perdoam-lhe os exageros, aceitam-lhe as habilidades circenses. O capitão nacional parece mais à-vontade, agora que tem um ponta-de-lança em quem confia. O primeiro golo resultou duma boa jogada colectiva; o segundo, da visão de um jogador* e do talento doutro; o terceiro, da ingenuidade do guarda-redes adversário. 

Não gosto da maneira como a generalidade da crítica comenta este tipo de partidas. Classificam de excepcional o que de banal não passou, enaltecem qualidades inexistentes, escondem defeitos óbvios. Esquecem que jogámos contra a modesta Hungria. Tão-só!

 *André Silva jogou na selecção como não o faz no Porto. Teria passado a bola no lance do segundo golo, se estivesse a jogar de azul e branco?

 

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A actual fórmula da campanha de apuramento para as grandes competições internacionais privilegia o poder económico, isto é, a UEFA, a FIFA, as televisões; e o do futebol, isto é, as respectivas federações. A elencagem dos grupos classificativos demonstra-o de imediato. O objectivo é que nenhuma das potências fique arredada da grande festa. E, para que nada falhe, anunciam, com o ar mais cândido do mundo, que vão passar de 32 para 48 o número de participantes na fase final: cereja no topo do bolo. Os jogadores disputam demasiadas partidas anualmente?, que importa?; a maior parte dos jogos provoca o tédio?, os fanáticos tudo "comem"... É para isso que existe indústria tão sofisticada.

Penso que se deveriam colocar as nações futebolisticamente mais pequenas numa pré-eliminatória que permitisse a posterior constituição de seis grupos de quatro países, de cujo equilíbrio muito havia a ganhar em termos de espectáculo. Apurados os dois primeiros de cada grupo, é de crer que a Europa ficasse bem representada na fase final disputada a 24, não a 32 e muito menos a 48. Trata-se de um campeonato do mundo de futebol, não de um casamento em que é obrigatório convidar a família inteira.

 

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Nota:

Ronaldo continua a queixar-se da falta de carinho, genericamente falando, dos portugueses para com a sua pessoa. É espantosa a falta de humildade do madeirense (porque será que Eusébio nunca de tal se queixou?), a qual só tem paralelo na ideia egocêntrica que faz de si próprio. Retirada a inveja do dinheiro que ganha; dos carros que tem; das mulheres (e dos homens) com que acompanha; do facto de ser associado ao Sporting; deformações bem ao estilo luso, que fica? Ah, sim, é verdade! As comunidades de emigrantes... a imagem de Portugal no mundo... e mais umas quantas falácias por todos reproduzidas. Muito provavelmente, as imbecilidades do senhor Dijsselbloem, fizeram só nestes dias maior dano a Portugal, do que tudo o que de bom possa o país ter beneficiado da carreira do atleta. Temos todos a certeza de que Ronaldo projecta mesmo a imagem de Portugal, ou antes a sua, a própria? O nome do jogador é associado pelas massas anónimas a quem? Ao facto de ser português ou a jogar no Real Madrid?

Que fica, questionei-me atrás: um quase analfabeto, falho de preparação académica, rico, arrogante, birrento, um privilegiado que sabe dar uns pontapés numa bola, e que, como todos os futebolistas sem mais que elogiar, rapidamente será substituído no apreço e na admiração pelos mais talentosos dentre os vindouros ao mundo do futebol. Vem a propósito dizer que ontem revi Paula Rego. Sabes, Ronaldo, qual é a diferença entre os teus chutos e a pintura da senhora? Os quadros dela ficam!

A VIGÉSIMA-SEXTA JORNADA DO CAMPEONATO

OS GRANDES

 

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Como era de esperar, o Sporting manteve o ciclo de vitórias ultimamente trilhado. Dost marcou dois golos na primeira parte, e, tal como a equipa, meteu férias no período complementar. Alan Ruiz, como vem sendo hábito, fez uma boa jogada por volta dos 50 minutos e foi tomar banho. O banco leonino fez tamanha chinfrinada num lance anulado ao seu melhor marcador, que me fez pensar se entre toda aquela gente haverá alguém que conheça as regras do pontapé na bola. Sim, bem sei que lá estavam "catedráticos" como Jesus, Octávio, Raúl José. O problema é que nenhum deles alguma vez dedicou cinco minutos da sua vida a ler as leis do futebol. Falam por falar, tão-só.

Nota:

Mais tarde, Jesus viria a pedir desculpa pelo disparate cometido. Fique a saliência, sem esquecer que as desculpas não se dão, evitam-se.

 

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O Benfica tropeçou, algo que de há muito se vinha prevendo. Porventura tenha acontecido no dia em que mais se justificava que tivesse ganhado. A equipa esforça-se, revela união, porém o seu futebol não tem qualidade, é lento e previsível. Mitroglou falhou um golo no último minuto por... cabecear para o chão. Pois! Há um défice de classe no plano individual: escalar Sálvio é jogar com menos um; Jonas está longe do seu melhor; Ederson evita golos, porém, não os marca. Compreende-se que a proposta por Guedes fosse irrecusável. Contudo, tinha mesmo de sair em Janeiro? O Paços de Ferreira fechou-se bem, sufocou a maior parte do tempo. Não consigo aplaudir um modelo de jogo que só contemple defender, todavia, por agora, a crítica fica por aqui.

 

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No Porto sucedeu o impensável: a equipa não conseguiu levar de vencida o modesto Vitória de Setúbal numa ocasião em que tinha tudo a seu favor. Marcou um golo -- pássaro na mão --; com aquele golo chegava ao primeiro lugar -- cenoura no dente --; estava alerta para o que o Setúbal lhe fizera na primeira volta -- homem avisado --; pois nem assim.

O jogo foi muito semelhante ao do Benfica na véspera. Primeira parte de grande domínio e oportunidades esbanjadas; segunda metade atabalhoada, múltiplos cruzamentos prà área, a maior parte deles sem sentido. Umas vezes resulta; outras, não. Desta feita, não resultou. 

Soares não marcou, o Porto regrediu dois meses. Falta classe aos médios  nortenhos; o treinador não tem plano "B" para quando as coisas não correm de feição; André Silva continua a titular, o que limita as alternativas estratégicas no sistema de jogo do Porto. Diogo Jota "abancou" definitivamente. O Benfica agradece.

 

 OS JOGADORES

 

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Rubén Semedo substituíu Paulo Oliveira nas opções do treinador, reiniciando um novo ciclo -- ou talvez não --  de alternância no eixo defensivo do Sporting. Rubén é mais jogador, possui classe e uma centelha de atrevimento ou loucura que enche de cor o seu futebol, o que, frequentemente, o faz também cometer erros de principiante. Oliveira é um jogador "certinho": raramente comete grandes falhas; quase nunca providenciais cortes; amiudadamente pequenas faltas mais ou menos disfarçadas.

Oliveira nunca sairá da cepa torta; Rubén poderá destruir a carreira. Por mim, prefiro Semedo: dá espectáculo.

 

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Pizzi

É um jogador "honesto" e empenhado. Jesus puxou-o para o meio quando ficou sem Enzo. Pizzi vai cumprindo com os serviços mínimos, sobretudo contra pequenas equipas que não pressionam o meio campo adversário. Porém, jamais será um distribuidor de jogo. Não tem características para a função. Lê bem o jogo, é inteligente,  mas falta-lhe a capacidade de execução. Estranha-se que tal jogador marque cantos, livres e tudo o mais. Por cada bom passe que faz, erra meia dúzia deles. É muito para tão nevrálgica zona do terreno. Talvez se lhe aplique o princípio de Peter; acaso o modelo de jogo da equipa não o auxilie; quiçá ser o "menino-querido" do treinador o esteja a prejudicar.

 

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João Carvalho

E se o golo marcado ontem por este jovem vier a decidir o campeonato?

 

 

 

 

 

OS TREINADORES

 

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Rui Vitória

No momento em que o Benfica precisa de um líder forte, Rui parece andar com o manual de procedimentos debaixo do braço. Nas conferências de imprensa afirma o óbvio, envia mensagens a exultar atletas e público afecto ao clube. Excede-se na protecção paternal aos jogadores, coisa a raiar a bizarria e a maltratar a inteligência alheia, tal como o fez ontem na avaliação da performance exibicional -- que não a exemplar -- de Pizzi. Aceite-se. Ao contrário doutrém (ver abaixo), faz o seu papel.

Os problemas estão para lá do nível de urbanidade com que se exprime: o modelo de jogo; as opções técnicas. Porventura terá lacunas no plantel -- para mim evidentes --, contudo, jamais a elas aludiu, e, por tal, é das mesmas co-responsável.

 

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Jorge Jesus

No final do jogo disse que:

-- "as substituições pioraram a equipa, pensei que os dois jogadores que entraram (Podence e Bruno César) podiam dar alguma velocidade mas, pelo contrário, isso não aconteceu".

E ainda que:

-- "Não é que isso seja a minha mentalidade".

Conclusão:

-- "A culpa não é minha! É do Podence e do Bruno César!"

Palavras para quê? É o "cérabro".

 

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Nuno Espírito Santo

Começa a faltar pachorra para aturar o tom monocórdico do "cónego". É para a próxima, é sempre para a próxima que tudo vai mudar, num festival de autismo às sucessivas eliminações do Porto nas várias competições, a que só uma quebra do Benfica permite que esteja a disputar o campeonato.

Ontem veio com uma nova pérola -- fumarada para os olhos dos adeptos portistas, entenda-se --:

-- Na segunda parte já não houve tanto critério (...) Naturalmente que as mudanças que fizemos foram para melhorar e manter a presença na área. O V. Setúbal estava muito fechado, já não saía da área e quando não há critério, é preciso ter bola e tentar finalizar.

Comentário: e, ainda assim, mandaste entrar Depoitre?

 

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José Couceiro

Fez uma conferência de imprensa ao seu nível. Culto, levantou questões interessantes. Não chegará a lado algum como treinador. Lastima-se que não tenha oportunidades noutras áreas para onde parece mais vocacionado.

 

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Nuno Manta

O "caixa de óculos" da turma vai de vento em popa. Simplesmente fantástica a recuperação que encetou no Feirense. Mostrou a competência que José Mota não teve. Parabéns ao jovem Nuno: esta já ninguém lha tira!

 

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Inácio 

O sportinguista demitiu-se ou foi demitido: aleluia! Pode ser que não nos volte a atanazar o juízo com mais parvoíces. Por mim, estou farto de o ouvir.

 

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ARBITRAGEM

No Porto-Setúbal houve, pela primeira vez dentro do contexto, e tanto quanto me lembre, um prolongamento de doze minutos, divididos entre as duas partes. Correcto, mas não vi tal generosidade em outros jogos deste campeonato. 

Fala-se na possibilidade de cronometrar o jogo electrónicamente, tema que teria de passar, suponho, pela avalização da UEFA E FIFA. Discutir não deve fazer mal a ninguém, assim haja a vontade.

Não é fácil resolver a questão da falta de fair-play, que, ao contrário do que se diz, não atinge só as pequenas equipas. A protecção ao guarda-redes, correcta ou não, é um óbice a qualquer tentativa de jogo limpo. E conviria lembrarmo-nos que, mesmo com as devidas penalizações aos infractores, as paragens de jogo favorecem sempre quem está cómodo com o marcador.

 

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A "GESTÃO PERFEITA" (1) *

Ao contrário do Porto, o Benfica, pela mão do seu treinador e pela cabeça de Pizzi, decidiu respeitar o espectáculo e levou o seu habitual centro-campista para dentro do campo. Não interessa se tinha ou não alternativas: fê-lo, e isso nunca é demais elogiar.

 

A "GESTÃO PERFEITA" (2) *

Caro Ribeiro Cristovão, permita-me a insinuação:

A) Consegue garantir que Maxi e André André não fizeram falta ao Porto no jogo com o Setúbal?

B) E se, com o duo referido, o Porto não ganhar na Luz? Continuará a apelidar "gestos manhosos " de "gestão perfeita"?

 

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OS JORNALISTAS (1)

Quinta-feira passada aproveitei para ir dando uma vista de olhos no Manchester-Rostov enquanto jantava. Paulo Garcia, jornalista da SIC, não se cansava de aludir ao "grande jogo de futebol" a que me era dada a possibilidade de assistir. Ele era Valência; ele era Mata; ele era Ibrahimovic... Um espectáculo. No meu televisor nada mais vi que um pobre, previsível e tedioso futebol, típico das equipas comandadas por Mourinho.

Bem sei que para a SIC e TVI vale tudo na guerra das audiências, mas, francamente, chamar "àquilo" de "grande jogo", só se aceita se o jornalista tem o emprego em causa.

 

OS JORNALISTAS (2)

Não há volta a dar ao tema. As conferências de imprensa no futebol assemelham-se a autênticos fardos que treinadores e jornalistas ali vão fazer.

Na maioria das vezes a análise dos acontecimentos por parte dos treinadores não passa das banalidade, talvez porque também nada escorra da esmagadora maioria daquelas inóspitas cabeças. Dão os parabéns aos próprios jogadores pelas derrotas; elogiam o público que passou o tempo a assobiar a equipa; transformam enfadonhos jogos em partidas de enorme qualidade táctica; justificam o injustificável com argumentos do tipo "opção técnica".

Os jornalistas vão na onda, mais parecendo uns cachorrinhos dóceis do que profissionais da arte de informar. Não preparam o trabalho; têm medo de ofender o entrevistado; repetem questões já antes feitas; promovem enunciados fornecedores de respostas cómodas. No final -- ufa! -- correm para a frente da câmara a repetir toda a mediocridade antes escutada.

Estão bem uns para os outros: treinadores acéfalos, jornalistas subservientes.

 

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O "10" 

É exasperante a mania de "chamar" por cifras o posicionamento dos futeblistas no campo, coisa a tresandar a  "enumerar cabras". Fartos dos algarismos redondos, há, agora, uns luzeiros que apontam às fracções: oito e meio; nove e meio, e por aí afora, num festival de estupidez desenfreada. Por mim, já nem percebo com quantos atletas joga cada equipa, posto que "meios", parecendo não fazer um, querem dizer dois... pelo menos na função em campo, se bem entendo os fachos comentadores. Adiante.

No meu tempo de jogador, o número dez na camisola era pertença da vedeta do conjunto: comandava o jogo da equipa sem ser obrigatoriamente o capitão; fazia jogar; era o melhor marcador. Um Eusébio, um Zidane, um Maradona, um Pelé, entenda-se. Mais tarde, muito mais tarde, apareceu Rui Costa. Continuava a fazer tudo aquilo que referi anteriormente, porém, só ocasionalmente marcava. Foi substituído por Deco na selecção nacional, sem que o brasileiro de naturalidade possuísse o talento e a qualidade do português de gema. De lá para cá... nada. No futebol de hoje, a nível nacional, não existe jogador com aquelas características. Adrien? É o melhor, contudo, mais do que um distribuidor, é um transportador de jogo, precisa de levar a bola aos pés dos colegas para que o entendam, não sei se por deficiências próprias se alheias.

Hoje misturam-se "8" e "10" ( Ai que estou a ficar contagiado!): Pizzi, Jonas, Oliver, André Silva, Adrien, Brian Ruiz, são exemplos das incoerências do futebol actual... ou dos técnicos que comandam as principais equipas portuguesas.

 

* Ver meu post de 14/03

JUVENTUS - F.C.PORTO

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Tal como o Benfica, também o Porto foi empurrado para fora das competições europeias. Curiosamente, ambos o foram pela mesma diferença numérica: três golos. Muito, demasiado para se dizer que se competiu. Parece que Março é o nosso limite na Liga dos Campeões.

No jogo de ontem Maxi lembrou-se de mostrar dotes de guarda-redes, e, com mergulho a condizer, adiou por alguns segundos o golo da Juventus. Na RTP os jornalistas continuaram a clamar pela integridade da defesa da face do uruguaio, jurando, a pés juntos, que nada de mais fizera Maxi. Problemas oftalmológicos, certamente. 

Na segunda parte a equipa italiana ensinou, a quem de tal lição precisava, como se joga em superioridade numérica. Plantou um jogador em cima da linha lateral na zona dianteira direita e outro na esquerda. Pinheiros, entenda-se. A Juventus fez uma peladinha, que a mais não era obrigada, e, pasme-se, até permitiu que Soares e Jota beneficiassem de dus oportuniddes de golo, situações em que o bafo de Buffon foi mais do que suficiente para atemorizar os avançados portuenses.

Gostei de Dybala, menino que tem tudo para ser um dos melhores jogadores do mundo no pós-ciclo Ronado e Messi. Ao contrário do que tem feito em Portugal, Soares nada mostrou. De André Silva nem se fala: saiu ao intervalo, tal como já havia sucedido no Dragão. Trata-se de um vaidoso, a quem uma cura de modéstia não faria mal algum.

Vamos agora para o "cónego" Espírito Santo,transcrevendo algumas das suas tiradas na conferência de imprensa:

1) -- "(...) acho que a lei deveria ser revista, visto que uma equipa não deve ser penalizada com uma expulsão e uma grande penalidade";

2) -- "(...)  O FC Porto esteve consistente, soube defender";

3) -- "(...) muitos dos jogadores estiveram pela primeira vez nos oitavos de final".

Pergunta 1 -- Reclamaste contra a lei sempre que o Porto foi beneficiado com penalty e expulsão do infractor?

Pergunta 2 -- A perder por dois a zero, não era suposto o Porto ir atacar?

Pergunta 3 -- Pinto da Costa deu-te autorização para vires definir o projecto europeu do Porto enquanto "aprendizagem para jogadores inexperientes"?

Prò ano há mais!

A VIGÉSIMA-QUINTA JORNADA DO CAMPEONATO

OS GRANDES

Correram a chapa quatro os seus opositores, com mais ou menos penalty, contra e a favor, ou fora-de-jogo irritantemente milimétrico. Campeonato disputadíssimo, como se percebe!

 

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O Porto ganhou e, de novo, sem oposição que se visse. Sinto-me forçado a aceitar que... ou os nortenhos jogam muito ou os adversários pouco. Se a segunda daquelas premissas pode ser efectivamente verdade, já a primeira muito longe andará da realidade, pois não é contra Nacional, Arouca e similares que se afere da qualidade duma equipa. 

 

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O Sporting bateu o Tondela fora, como não o havia conseguido fazer em casa: sinais dos tempos. O fosso entre grandes e pequenos é cada vez maior, e não augura nada de bom para as nossas principais equipas, como se comprova com a previsível perda dum lugar na Champions League. Por cá, continuaremos a cantar loas a gente medíocre, sejam eles jogadores, treinadores, dirigentes ou comentadores.

Lá vamos... cantando e rindo...

 

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O Benfica desenvencilhou-se do Belenenses sem dificuldade de maior,  num jogo em que a sua exibição andou aos altos e baixos.

 

OS JOGADORES

 

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Soares

A cada testo seu tacho e a cada tacho seu testo, parece ditado que se aplica ao ex-vimaranense. Chegou ao Porto na hora certa para ambos, clube e atleta. A ver vamos se manterá o actual alto rendimento quando jogar em Turim ou na Luz.

 

 

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Bas Dost

Não é tão tosco como se apregoava. Marcar 4 golos é obra. Beneficiou de três grandes penalidades, das quais converteu duas, uma delas produto da inépcia do guarda-redes adversário. A terceira marcou-a, esquecendo os ensinamentos recentes do "iluminado" mister Jesus, saindo-lhe "um chouriço" em vez dum pontapé colocado. O primeiro dos seus golos resultou dum errado gesto técnico, pois chutou a bola com a parte exterior do pé contra o chão em vez de o fazer com o peito daquele. Teve sorte.

Ganhará, muito provavelmente, o prémio para o melhor marcador do campeonato. Tal qual Jonas no ano anterior relativamente a Suaréz, Dost parece querer competir com Messi no âmbito europeu. A questão é saber se um país onde os campeonatos se "compram no supermercado", tem credibilidade para impôr à Europa o seu maior goleador.

 

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Miguel Rosa

É pública a ligação da sua vida futebolístia ao Benfica. Fez uma boa exibição, assustou a Luz com um pontapé de bem longe ao poste e, nos momentos de domínio do Belenenses, desassossegou toda a defesa encarnada. Todavia, no melhor pano cai a nódoa: uma deficiente percepção da força a imprimir à bola, deu o primeiro golo de mão-beijada ao adversário. Tamanho despautério permitiu a André Almeida atingir o que até aqui se cria impossível: marcar um golo num campeonato nacional. É que o rapaz, de tão triste andar, até já fizera as malas para ir disputar a liga de Júpiter.

 

OS TREINADORES

 

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Jesus, de novo -- o homem vive disto mais do que da competência como treinador --, decidiu fazer uma gracinha na conferência de imprensa, mandando uma grosseira caralh... ao director de comunicação do Sporting, que havia repreendido os jornalistas por insistirem em perguntas que estavam para lá do jogo em questão. Os repórteres acharam o máximo, as televisões parodiaram o facto. 

A minha surpresa passa pela reacção do senhor Saraiva (suponho que fosse ele quem ali estava). Como reagiu nos bastidores? Sentiu-se desautorizado? Bruno de Carvalho voltou a impôr a ditadura que havia alardeado no "caso Palhinha"? Como se vão comportar as duas personagens em conferências futuras?

Não virá longe o tempo em que os ouviremos dizer: "Tão amigos que nós éramos!"

 

OS COMENTADORES (1)

 

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Tenho para mim que Joaquim Rita, Jorge Baptista, David Borges e Ribeiro Cristovão são, de muito longe, os melhores comentadores de futebol das nossas televisões. Curiosamente, e tanto quanto se saiba, nenhum jogou a bola ou atingiu posição de destaque na especialidade do chuto com os pés. Para não ser injusto, que o não quero ser, acrescentaria ao conjunto citado Daúto Faquirá, que, creio, desenvolve tal actividade por razões meramente conjunturais. Surpreendeu-me a tirada de Cristovão acerca dos cartões amarelos referentes ao jogo do F. C. Porto, a Maxi Pereira e André André. Catalogou-os de "gestão perfeita": pontapés por trás e oposição ao normal desenvolvimento da partida? Estupefacto, pensei que me equivocara, que era um qualquer Fernando Mendes, Paulo Futre, Oliveira e Costa, Rodolfo, Manuel Fernandes, Veloso, Freitas Lobo, Pina, Prata, Daniel e quejandos a tal afirmarem. Confundir "gestão perfeita" com "gestos manhosos" não é digno de quem pugna por um futebol que respeita o público e os adversários. E isto aplica-se a todos os infractores e em todas as situações.

 

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OS COMENTADORES (2)

Irritam-me os ex-jogadores de futebol, a maioria fracassados aprendizes de treinador, pela presunção idiota que alardeiam nos programas televisivos dedicados ao tema. Sempre que pressionados, lá vem o eterno argumento "bolinha a saltitar, bolinha a saltitar é connosco. Fomos internacionais. Não discutimos com quem não percebe nada disto". 

Que raio lhes passará pela cabeça? Vamos por partes.

"Isto", ou seja, o futebol que tanto apregoam, não tem rigorosamente nada de científico, embora o pretendam fazer crer para se enaltecerem. Existe hoje vasto conhecimento do assunto nas áreas da estratégia, da táctica ou ainda das componentes física e comportamental humana. Está tudo estudado. Só a própria evolução do ser humano aportará ao tema novos desafios. E não estou convencido -- bem longe disso -- que seja o vulgar e iletrado ex-jogador do pontapé na bola a liderar áreas de desenvolvimento de tão apaixonante desporto.

Dito o que foi, que resta? A capacidade técnica, isto é, a execução, fonte donde lhes jorra toda a jactância. Joguei futebol muitos anos a título de amador, embora com prémios monetários. Tive, por colegas, jogadores a quem, entre outras razões, faltou, no momento certo, a mão que os levaria ao estrelato que não os predicados técnicos. Desde quando é que atletas que, com honrosas excepções, não passaram da banalidade, como foram a maioria dos jogadores que hoje compõem painéis de comentadores, podem achar que, mesmo no plano técnico, são superiores a muitos, mas mesmo muitos, que ficaram pelo caminho? .

É que até podem saber -- se calhar nem isso -- executar, ou ter sabido em tempos. E ensinar, sabem? E conhecimentos de psicologia? Têm? E quanto à inteligência, a pura e a específica? E a capacidade de análise? E a qualidade da expressão oral na comunicação com as audiências? Possuem-nas?

Pois...

Deixem-se de baboseiras. Se fossem bons, estariam a treinar as grandes potências europeias do mundo do futebol. Não passam duns privilegiados que -- repito: com honrosas excepções -- esbanjaram fortunas, a quem gulosos directores de programas, ávidos da violência verbal que fanáticos clubistas geram em frente ao pequeno ecrã, oferecem segundas oportunidades num mundo em que, à maioria, nem uma primeira foi concedida.

 

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JORNALISTAS (1)

Durante o jogo de ontem á noite, os repórteres da BTV apelidaram os jogadores do Benfica de "grandes", "grandíssimos", "enormes", "extraordinários", "fantásticos". Por falta de mais adjectivos no léxico pessoal, reservaram para Jonas um substantivo: "maestro".

Como foi possível, com tanta genialidade, sofrer 4 golos de Borússia e Nápoles?

Um conselho: guardem o epíteto de "colossal" para Messi ou Ronaldo... Just in case...

 

JORNALISTAS (2)

Vimos assistindo, semana após semana, à pretensão provinciana dos jornalistas em estabelecer tabelas classificativas a meio de cada jornada, na tentativa de iludir o pagode com títulos bombásticos do tipo "Porto lidera à condição", ou "Benfica aumenta para quatro os pontos de avanço". Coisa para vender jornais e abrir noticiários, entenda-se.

Quando acabará tamanho desconchavo ? É que estamos fartos de tanta boçalidade. A classificação estabelece-se e é comparável, quando todas as equipas possuem idêntico número de jogos validados. Entendido, periodicistas e comentadores de trazer por casa?

 

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CLAQUES

Foi impressão minha, ou ontem também se cantou qualquer coisa do género: "Benfica, és a nossa vida!"? É que se bem escutei, é melhor termos cuidado: parece que a bernardice é contagiosa (Ver meu post de 20 de Fevereiro do corrente).

 

ASPECTOS TÉCNICOS

 

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Viram o golo do Danilo no jogo com o Arouca? Venham de lá os arautos do "cabeceamento para o chão" (Ver meu último post).

Fazem-me rir.

B. DORTMUND-BENFICA

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Confirmou-se o que prognosticara. Levámos uma cabazada: 4-0.

Posta a constituição inicial, logo se percebeu que iríamos entrar em campo para segurar o resultado da primeira mão pelo maior espaço de tempo possível. Não chegou a quatro míseros minutos. Dizer que equilibrámos o jogo entre os 15 e os 55 minutos, é discutível. Salvo uma oportunidade que Cervi desperdiçou, jamais nos aproximámos da baliza adversária, sendo frequentes as vezes em que "amandávamos bidons" para a frente, a par do massacre que íamos sofrendo com bolas lançadas nas costas dos nossos defesas laterais.

Na Alemanha joga-se a alta velocidade; em Portugal, lento e lentinho. Na Alemanha recorre-se à agressividade sobre a bola; em Portugal, à violência sobre o adversário. Na Alemanha conjuga-se técnica com capacidade de execução em movimento; em Portugal, endeusam-se jogadores que "metem a bola nos calções". Por estas e por outras, levámos quatro.

Rui Vitória não buscou sacudir a água do capote: valha-nos isso. Tentou desdramatizar o resultado: nem outra coisa se esperaria. Porém, dizer que colocou o trio de meio-campo para evitar os lançamentos nas diagonais, é uma falácia: Semedo na primeira parte, e Eliseu na segunda, pareciam perdidos ante a avalanche de bolas bombeadas para os respectivos extremos. Disse ainda o treinador benfiquista que para o ano lá estaremos. Melhor fora não estarmos! Contudo, a questão prende-se com os ensinamentos: aprendemos alguma coisa com a cabazada que levámos? Nelsón Semedo vai ser ensinado a defender? Luisão e Eliseu serão afastados da competição a níveis que os próprios já não suportam? Iremos à procura de um "oito" para substituir o medíocre Pizzi? Venderemos Salvio que já nada aporta à equipa? Manteremos Ederson e Lindelof ou continuaremos na política de vender o trigo e ficar com o joio? Compreenderemos que jogadores que jogam em todo o lado, não jogam em lado algum?

Demasiadas perguntas; enorme a possibilidade de não sairmos da cepa torta. Vieira afirmou que o Benfica vai deixar de precisar de vender os seus mellhores jogadores: rejubilaram os benfiquistas a sonhar com a Champions. Todavia, logo a seguir,  afirmou ser impossível deixar de vender Guedes por 30 milhões. Em que ficamos, caro presidente? É que assim não nos entendemos, e corremos o risco de ver o Porto superar o mau ciclo e reinstalar a hegemonia no futebol português.

Para a semana há mais. Será a vez do Porto ter de ir à procura de desculpas mais ou menos esfarrapadas para justificar o afastamento da Liga dos Campeões. Cá estarei para me penitenciar se me equivocar.

A VIGÉSIMA-QUARTA JORNADA DO CAMPEONATO

OS GRANDES

 

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O Porto ganhou ao Nacional por sete a zero, resultado que diz bem da falta de competitividade do campeonato português. Jogo sem história, nem ponta por onde analisar, não fora a quantidade de vezes que André Silva, durante a primeira-parte, apareceu na direita, porventura a tentar compensar, mais uma vez, o mancolitar da equipa. Repito o que afirmei em anteriores posts: o treinador pode lá pôr quem quiser, porém, sem características para o lugar, o rendimento é sempre paupérrimo. Foi o caso.

 

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O Benfica voltou a realizar exibição q.b. alicerçada no entendimento de que se o jogo da equipa é pobre, há que saber defender o que em bom tempo se semeia. O Feirense terá realizado, muito provavelmente o melhor jogo do campeonato, demonstrando um colectivo agressivo e ritmo elevado. O resultado acabou por ser lisonjeador para os lisboetas.

 

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O Sporting dá e volta a dar, joga pouco e lento. Dominou o jogo na primeira parte sem o controlar, pois foram várias as oportunidades do adversário marcar, tendo Hernâni estado desconcertante, capaz do melhor e do pior. O fosso entre o terceiro e os dois primeiros aumentou, e, em contrapartida, o Braga está agora a seis pontos do Sporting. Este Guimarães, sem gastar trinta milhões de euros em custos de pessoal por semestre, não é, em nada, inferior ao Sporting, custe o que custar aos responsáveis leoninos admiti-lo.

 

JOGADORES

 

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Samaris

Gosto do grego, sem com isso deixar de lhe reconhecer virtudes e defeitos enquanto jogador de futebol. Porém, é fora do campo que demonstra qualidades de enaltecer, seja na forma como se esforça por se exprimir em português, ou na solidariedade que demonstra para com o grupo, mesmo quando de fora da equipa titular. Jogadores destes são sempre bem-vindos.

 

 

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Esgaio

Não tem qualidade para jogar no Sporting. Ponto final.

 

 

 

 

 

 

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Alan Ruiz

Passa despercebido pelo relvado, joga uma hora e vai tomar banho. Pelo meio faz um ou dois passes de classe, marca um golo salvador da honra do convento. Quando se integrar no futebol da equipa -- e a equipa no seu -- poderá tornar-se um jogador vital para o Sporting.

 

 

 

 

 

TREINADORES

 

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Nuno Manta

O jovem treinador do Feirense demonstra que sabe o que quer e como lá chegar. A seguir com atenção.

 

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Rui Vitória

Esteve mal, péssimo mesmo ao desculpar a atitude dos incendiários adeptos do Benfica. É que não passam dumas animálias: estes e os "outros todos".

 

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Jorge Jesus

Já custa ouvi-lo. O homem diz e contradiz-se, parecendo perdido, enredado no próprio discurso.

Um conselho: seja sintético, assertivo, use terminologia que domina (bem sei que para isso é preciso inteligência, e que Jesus é como o golfinho: desconfia-se que a possa ter, mas não há provas).

 

PEDAGOGIA

 

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No jogo entre Guimarães e Chaves, um menino pediu a Hernâni a camisola através dum cartaz. Nada de mais, não fora o caso de naquele se encontrarem dois erros de português. Não seria mais pedagógico prometer-lhe a camisola logo que corrigida a pontuação no referido cartaz?

Se alguma coisa me ensinou o período fascista em que vivemos os que memória de tal têm, foi que povos incultos e iletrados são mais subservientes às ditaduras.

 

DIRIGENTES

 

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Excitado com tantos votos a favor nas eleições de sábado, o chocarreiro Bruno de Carvalho mandou "à bardamerda todos os que não são do Sporting".

Fait-divers é como alguns denominam tamanha grosseria; menino malcriado a precisar duns bons açoites no rabo e pimenta na boca, é como o defino eu. Ah!, é verdade: estou a falar do presidente do Sporting Clube de Portugal!

 

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ASPECTOS TÉCNICOS

Joguei futebol o número de anos suficientes para não poder concordar com lugares-comuns por demais repetidos e a carecerem de comprovação. Está neste caso o princípio de que a maneira correcta de alvejar de cabeça a baliza dentro da área adversária seja o  cabecear para o chão. Está errado, e, se dúvidas houver, analisem-se os múltiplos casos em cada jornada. É verdade que se o avançado rematar a bola contra o chão, em cima do guarda-redes, lhe dificulta muitíssimo a reacção. Ainda assim, o cabeceamento deverá ter a forma dum triângulo equiltátero, pois, em grande parte dos casos, o cabeceador fá-lo, geometricamente falando, em forma de triângulo isósceles, o que provoca que a bola lhe bate aos próprios pés, para logo de seguida subir acima do travessão da baliza, inviabilizando a oportunidade de golo.

Porém, para lá da pequena área, se o fizer direccionando a bola em voley por cima do porteiro ou para qualquer dos lados, tem mais probabilidade de marcar do que cabeceando para o chão, posto que a maior distância e o atrito na relva actuam em favor do guarda-redes adversário.

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