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Do Futebol

Blog de análise ao futebol: sério, irónico, crítico, construtivo, mas também intolerante para quem não tem princípios nem entende que a vida está muito para além dum pontapé numa bola.

Do Futebol

Blog de análise ao futebol: sério, irónico, crítico, construtivo, mas também intolerante para quem não tem princípios nem entende que a vida está muito para além dum pontapé numa bola.

CAMPEONATO NACIONAL 2017 / 2018 - VIGÉSIMA SEXTA JORNADA

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O CAMPEONATO

A derrota do Porto em Paços de Ferreira teve por consequência permitir ao Benfica depender de si próprio para vencer o campeonato nacional. É obra, para uma equipa que, há bem pouco tempo, estava arredada de qualquer hipótese de chegar ao título nacional. A situação resulta da capacidade dos atletas e do seu treinador em "darem a volta à situação", isto é, jogarem a bola sem complexos, com as armas que têm. E repito: no Benfica, são mais os pés-de-chumbo do que os dotados de talento para a prática do futebol. Contudo, continuo convicto de que a faúlha que tudo despoletou foi o impensável comentário de Jorge Jesus, quando retirou aos encarnados o direito de lutar: "Este ano, é tudo pró Porto e Sporting". Frase assassina, como se está a provar. Expressão que demonstra a total incompetência do treinador leonino, ao não compreender que dava o flanco ao principal ponto forte de Rui Vitória: estabelecer um espírito de equipa na consecução dum objectivo. Algo que Jesus jamais soube ou saberá o que significa.

 

OS GRANDES

 

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O Benfica venceu com dificuldade o Aves, porém, água mole em pedra dura, tanto dá até que fura. E, já agora, ter Jonas ajuda muito. Vitória justíssima dos encarnados.

 

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O Porto perdeu pela primeira vez em competições internas... se excluirmos a eliminação da Taça da Liga às mãos do Sporting... e a incompetência a marcar pontapés de grande penalidade. Algo que voltou a suceder ontem com Brahimi... ou com Hernâni, quando, isolado, amandou pontapés na atmosfera ou rematou com a caneleira da perna direita. 

O Porto, sem três ou quatro jogadores nucleares, perde imensa qualidade. Ou recupera Marega, Soares, Telles e Danilo, ou tropeçará mais vezes e hipotecará o próprio campeonato. Estranhamente, para quem tinha cinco pontos de avanço a nove jornadas do fim. Ver-se-á, mais logo, o que fará o Sporting de tamanho bónus.

 

OS PEQUENOS

 

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O Aves foi pequeno de mais. Remeteu-se à defesa; fez, tal como o Paços, jogo negativo, e, em prole da verdade desportiva, perdeu. Devia mesmo ter sofrido uma cabazada.

 

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O Paços de Ferreira fez um jogo bem mais competente, beneficiando dum conjunto de erros na interpretação do jogo por parte do adversário. Fez jogo feio? E o Porto, não o faz sempre que precisa? Os nortenhos só se podem queixar de si mesmos. É que, ao contrário do Benfica, sofreram e não marcaram. Ou ninguém viu o número de vezes que Adriano Fachini esteve "supostamente lesionado" na partida da Luz? Claro que, como sempre, o dói-dói só doeu enquanto o Aves não se encontrou a perder. Percebeste, Marceneiro? E, já agora, que moral tem para reclamar um clube que teve/tem nos seus quadros manhosos como Fernando Couto, Jorge Costa, João Pinto, Rodolfo, André, Paulinho Santos e Felipe? Se os idolatram, propagam-nos. Para o bem e para o mal.

 

 OS JOGADORES

 

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Casillas

Tal como Marcano há um bom par de semanas, mostrou que, pelo norte, os bons ventos vêm de Castela. Mostrou estatura bem para além do seu treinador, do seu presidente, do inenarrável director de comunicação ou daquele senhor careca, tamanho pigmeu, que invade o rectângulo de futebol sempre que não lhe agradam as decisões do árbitro: "Agarrem-me, se não, mato-o!", parece ameaçar em cada nova incursão.

 

OS TREINADORES

 

 

Sérgio Conceição

Malcriado, mal-educado, mal-formado, grosseirão, são os títulos que varrem todos os jornais e imprensa digital. Não me deterei sobre as reacções de ontem do treinador portista, tão inverosímeis foram. Perguntar-lhe-ia apenas se este é o exemplo que pretende transmitir aos filhos, crianças que, terão certamente no pai um ídolo, que vêem e ouvem na escola aquilo pelo que não são responsáveis? (Não vale responderes-me que nada tenho a ver com isso. Meter a cabeça na areia é para as avestruzes).

Sérgio parece-se imenso com Jesus na arrogãncia, na presunção, na provocação. Seria mesmo uma fotocópia, se não possuísse (continuo convencido disso) um bom coração,  algo que o suposto original nem sabe de que lado fica: na Checoslováquia?

 

 

João Henriques

Respondeu aos disparates/imbecilidades de Conceição com classe. Assertivo, não deixou passar insinuação ou afirmação.

João, 5 -- Sérgio, 0

 

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José Mota

Acerca da partida com o Benfica:

-- Jogo interessante!

Está a brincar com a nossa inteligência?

 

ARBITRAGEM

 

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Tal como alguns jogadores, Bruno Paixão é algo manhoso na maneira de arbitrar. Contudo, não cometeu erros de maior. Se Sérgio não quer que se mostrem cartões nos descontos aos prevaricadores, terá de recorrer à FIFA, e não desatar a criticar quem simplesmente aplicou as leis do futebol.

 

OS COMENTADORES

 

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SIC, Programa Play-Off, domingo 11 de Março de 2018:

Manuel Fernandes, tentando insinuar algum tipo de ilegalidade, posto haver conquistado somente dois campeonatos numa carreira de doze anos:

-- Até hoje o Sporting sempre teve grandes presidentes...

Interpelação imediata de Rudolfo:

-- Deviam estar todos dentro, segundo o teu presidente.

-- Sim, mas isso não conta.

Ai, não? Então, em que ficamos? O "ensarilhado" não pára de me surpreender. Obrigado, SIC, por teres uma abantesma deste nível como comentador.

 

REGRAS DO FUTEBOL

 

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1) Não vislumbro como combater a regra que obriga o jogo a parar sempre que o guarda-redes está (estará?) lesionado. Se algumas soluções se perfilam, o ritmo do jogo seria sempre prejudicado. Analise-se o tema.

2) Há um novo tipo de faltas resultantes da própria evolução do futebol, e que ninguém, aparentemente, sabe como tratar, preferindo as longas discussões que têm sempre por farol a cor dos óculos. São aquelas tão óbvias que parecem irregularidades, mas não são tratadas como tal. Refiro-me às frequentes travagens e bloqueios que um atacante provoca quando, adversário nas costas, bola à sua mercê, prefere fixar pernas no chão, abrir braços e impedir a sua disputa em vez de prosseguir com ela. A consequência é óbvia: o defesa não conta com a travagem e derruba o adversário (vide os caso Doumbia no último Porto-Sporting, ou Zizou com o Petrovic (com ferro se mata, com ferro se morre), no Sporting-Moreirense). Ao contrário da jurisprudência normalmente aceite, tenho para mim que a falta é do avançado, posta a obstrução evidente que provoca à disputa da bola pelo seu adversário. Em sentido contrário, diria que, quando o defesa, bola na área a caminho da linha final, impede o avançado de a disputar, estende os braços, atira-se para o chão e agarra o esférico com ambas as mãos, está a cometer uma infracção. Solução? Simples: marcar a respectiva grande penalidade.

CAMPEONATO NACIONAL 2017 / 2018 - VIGÉSIMA QUINTA JORNADA

SEGUNDA PARTE

 

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COMPETITIVIDADE

Hoje começo por um tema sobre o qual observo uma grande confusão no meio dos "peritos/encartados" em futebol... ou que as televisões nos impingem enquanto tal. O que se deve entender por competitividade do campeonato nacional de futebol? As respostas giram invariavelmente à volta da disputa pelo título, a qual, sobretudo este ano, se afirma e reafirma como sendo a "três".

Não é verdade. Vamos por partes. 

Não me lembro, nos últimos cinquenta anos, da competição maior do nosso futebol alguma vez ter sido disputada por três clubes. Observem-se os últimos oito anos (mais frescos na memória) para se perceber que Benfica, por cinco vezes, e Porto, por três, venceram "a solo" ou em disputa com um único opositor. O mesmo se passa este ano. Assumindo que é de bom senso aguardar pelo último quarto da competição, agora que tal fase foi atingida, quem, no seu perfeito juízo, acredita que o Sporting está a disputar o campeonato? E se o Benfica ainda continua na corrida, poderá ver-se arredado do título a 15 de Abril, quando tiver de defrontar o Porto em casa. Todavia, e independentemente de até poder ser ultrapassado por algum adversário nas útimas quatro jornadas, constituir-se-á como a única equipa que terá incomodado a caminhada dos dragões.

A título de exemplo, observe-se o montante de golos atingido nas últimas cinco jornadas pelos três grandes:

Benfica = 20 golos; Porto = 19; Sporting = 6

Pois.

Mas há um outro argumento, por norma ao alcance dos treinadores perdedores: "Enquanto for matematicamente possivel, não atiramos a toalha (ou o lençol?) ao chão". Olhando para a classificação do campeonato português, o Rio Ave ainda pode ser campeão... matematicamente falando. Alguém acredita em semelhante aberração? (Perdão, Jesus acredita, pois foi mesmo esse o argumento que meteu, en passant, enquanto definia o Viktoria Plzen como clube pertencente à Checoslováquia, e as oportunidades "fulgurantes" do Sporting na partida com o Porto).

Continuando.

Contudo, por esta ordem de ideia, teríamos um campeonato mais competitivo do que o alemão, o francês, o inglês ou o italiano. Comparável ao nosso, só o espanhol, e mesmo esse...

Resulta daqui que a questão competitividade não se esgota na disputa pelo título, antes se deve entender enquanto luta pelo resultado em toda e qualquer partida, por todos os competidores, jogando em casa ou fora. Idealismo? Provavelmente.

Porém, a suposta utopia não nos deve tolher o entendimento e a ambição. É preciso encontrar o caminho para que os pequenos sejam menos pequenos, sem com isso desejar que os grandes decresçam de valor. Até porque tal é imprescindível para a nossa afirmação europeia.

E por falar do tema, questiono-me se faz algum sentido que Guimarães, Rio Ave, Marítimo e similares, isto é, potenciais candidatos ao último lugar na grelha de partida europeia, comecem mais cedo a preparação, constituam plantéis para além do razoável, tenham despesas de participação pouco menos do que incomportáveis para os respectivos orçamentos. E tudo para quê? Jogarem duas partidas sem sentido nem justificação. E, algumas vezes, com enormes custos desportivos, como foi o caso, no ano transacto, do Arouca, que, começando por disputar as pré-eliminatórias da Liga Europa, acabou na segunda divisão.

 

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Benfica-Marítimo

Palavras para quê? É a (falta de) competitividade. A referência vai para os bonitos golos marcados por Jonas e Zivkovic.

 

JOGADORES

 

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Fejsa

O homem tem o dom da omnipresença. Corta um número impressionante de ataques adversários ainda antes daqueles chegarem a incomodar os companheiros da defesa. Todavia, como não há bela sem senão, faltam-lhe pés para transformar um movimento defensivo em ofensivo, tendo, amiúde de endereçar um passe curto a um colega distribuidor de jogo. Não se pode ter tudo. A excepção chamava-se Andrea Pilro, mas esse era um futebolista doutro mundo.

CAMPEONATO NACIONAL 2017 / 2018 - VIGÉSIMA QUINTA JORNADA

 

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PRÒ ANO HÁ MAIS, SPORTING!

 

O jogo Porto-Sporting não passou de uma banal partida de futebol: anarquia na cobertura dos espaços, passes para os pés dos adversários, "charutos" para a ponte do Freixo, defesas à nora, dianteiros parcimoniosos. Valeu pela incerteza no resultado final, algo que lhe transmitiu algum colorido. O espectáculo ficou marcado pelas ausências dos dois melhores atletas de cada lado, Telles e Soares nos dragões; Gelson e Dost nos leões. Que restou? O esforçado, mas trapalhão Marega; o talentoso, todavia individualista Brahimi; o lutador, contudo inconsistente Fernandes; o esclarecido, porém lento William. O resto são uns defesas que umas cortam, outras não; dois guarda-redes que têm obrigação de fazer mais do que fazem; uns quantos médios a transviarem passes atrás de passes; para tudo acabar em avançados desinspirados ou destituídos de classe.

No cômputo geral a partida foi bem mas equilibrada do que se poderia prever. O Porto mostrou a sua pequenez, a razão pela qual levou cinco do Liverpool. Os nortenhos tiveram medo duma equipa medíocre. Já o Sporting fez questão de aproveitar o brinde, esteve perto da taluda, mas... querer nem sempre é poder.

O balanço do jogo é fácil de fazer: está consumado o 16º ano seguido sem que o Sporting vença um campeonato nacional. Recordo-me de, há uns anos atrás, ter prognosticado que os de Alvalade iriam estar 30 anos sem vencer. A ver vamos. É, muito provavelmente, tempo de reflexão no seio do clube leonino. Em termos desportivos, palpita-me que virão por aí surpresas desagradáveis. Saibam os adversários aproveitar o momento.

A posição do Porto é curiosa. Sendo um facto que precisaria de perder três jogos para ser ultrapassado pelo Sporting, já a situação para o Benfica é diferente: basta que empate um jogo e perderá o campeonato. Nota: a base do raciocínio, em ambos os casos, passa pela hipótese académica de os clubes lisboetas vencerem todos os seus jogos. A última curiosidade passa pela correcção que aqui deixo a todos os comentadores que ontem à noite desataram a afirmar que não são oito, mas nove, os pontos de vantagem do Porto para o Sporting. Tal afirmação é incorrecta, bastando que outra equipa se intrometa em igualdade pontual na classificação final. Portanto, meus caros, oito pontos não são nove!, podendo vir a sê-lo.

 

OS JOGADORES

 

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Bruno Fernandes

À medida que vai crescendo como jogador, vai-se tornando mais agressivo com os árbitros e implicativo com os colegas. Caminho minado, Bruno.

 

OS TREINADORES

 

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Sérgio Conceição

Onde esteve o (...) estamos a fazer uma época de acordo com o historial do FC Porto, a ser dominadores, fortes e competitivos?

No ultimo quarto de hora remeteu-se ostensivamente à defesa do resultado. Se duvidas houvesse, atestá-lo-ia a substituição de Marega por Reyes. Marceneiro justificou-se com o (hipotético) aproveitamento dos espaços nas costas da defesa do Sporting. A, óbvia, realidade foi que o Sporting acabou a pressionar o Porto, e só a juventude de Leão não atirou a teoria do treinador portista para o caixote do lixo, local próprio para desculpas de mau pagador, como foi o caso. E, já agora, quem é que o Porto passou a ter no ataque capaz de apanhar os "bidões" que a sua defesa atirava para a frente? Marega? Não estava em campo; Soares? Estava na bancada; Aboubakar? Não tem velocidade. Brahimi? A sua acção esgota-se com a bola nos pés.

 

 

Jorge Jesus

Ontem juntei mais duas ao léxico J.J. Fiquemos com as novas pérolas:

(...) oportunidades fulgurantes;

(...) jogo da Liga Europa na Checoslováquia.

Contudo, trouxe-nos mais uma a atestar a bipolaridade que o ataca (a ele e a toda a estrutura leonina) sempre que em causa está o Porto:

Houve um penalty, mas não teve importância no resultado final do jogo.

Como? O homem está doente.

CAMPEONATO NACIONAL 2017 / 2018 - VIGÉSIMA QUARTA JORNADA

SEGUNDA PARTE

 

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O PORTO venceu sem margem para dúvidas. Pergunto-me o que se estará a passar com os adversários últimos dos nortenhos, que entram em campo já completamente derrotados. Como o Porto não tem uma grande equipa -- vide Liga dos Campeões --, devem ser os pequenos que se assustam bem para além do razoável.

 

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O SPORTING começa a dar motivo para as anedotas e insinuações que acerca da equipa se tecem. Apostados em entrarem para o Guinness World Records, os leões voltaram (pela 6ª vez) a vencer já para além do tempo limite. Ficamos a saber que o tempo regulamentar de jogo passou a variável, isto é, depende da altura em que o Sporting marcar um golo a mais do que os adversários.

Grande equipa, que tamanho coração tem (proeza: consegui escrever isto sem me rir).

 

TREINADORES

 

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Sérgio Conceição

Estamos a fazer uma época de acordo com o historial do FC Porto, a ser dominadores, fortes e competitivos.

Seria verdade se o Porto fosse uma equipa... de bairro. Contudo, tal como o Benfica, o clube há muito extravasou as fronteiras do próprio país. A participação internacional, nomeadamente nos jogos com Besiktas, Leipzig e Liverpool, está ao nível do historial do FC Porto?

Já agora: o Porto ainda não ganhou nada esta época.

 

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Vitor Oliveira

Marcámos cinco golos ao FC Porto numa temporada.

Teria valor se... houvesses ganhado em alguma dessas ocasiões. Os resultados alcançados demonstram que a equipa mantém virtudes e, infelizmente, também os defeitos.

 

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Jorge Jesus

Brindou-nos com alguma inovação nos comentários.

A mais insinuante foi a forma como criticou os adeptos do Sporting. Ai se o Bruninho sabe que andas a dar tautau nos meninos dele...

Na semana passada fez um perigoso acto de contrição ao afirmar-se responsável pela lesão de Dost. Olha que o Bruninho pode vir a precisar de pretextos para te pôr na rua...

Contudo, rapidamente voltaria ao modo "carroceiro da Porcalhota". Foi noticiado que um representante de Wendel terá questionado o facto de o atleta ainda não ter jogado, dois meses depois de ter chegado.

O treinador leonino não foi de meias medidas:

Não sabem com que clube estão a falar ou com que treinador estão a lidar.

Hum! Hum!

CAMPEONATO NACIONAL 2017 / 2018 - VIGÉSIMA QUARTA JORNADA

Nova jornada tripartida no que se refere aos jogos dos grandes.

Vamos por partes e ordem de entrada em campo.

 

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O BENFICA

Esteve à beira do colapso durante a primeira meia-hora. Posteriormente começou a assentar jogo e a mostrar atitude de quem queria mudar as coisas que até ali tão mal lhe haviam saído. Diga-se que tanto alheamento e desconcerto tinha nome: Paços de Ferreira. Os nortenhos apresentaram muitos dos reforços de Janeiro, personagens de um querer, agressividade e garra que permitem admitir-lhes uma interessante performance na fase final do campeonato.

Na segunda parte tudo mudou. Os encarnados fizeram o mais simples, isto é, jogaram futebol ao primeiro toque, com rápidas desmarcações e enorme pressão sobre a área contrária. Remetidos à defesa, os pacenses pouco mais podiam almejar. Cedo começaram a ficar pelo solo ao mínimo encosto. Valeu ao espectáculo o empate benfiquista, e, sobretudo, o 2-1 (obrigado, Jonas), que possibilitou haver jogo até aos 97 minutos.

 

OS JOGADORES

 

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Pizzi viu-se em palpos de aranha para acompanhar o elevado ritmo de jogo adoptado pela equipa na segunda parte. Não é uma questão de dias; é de características do atleta. Nas condições citadas, mostrou que não consegue acertar um passe que seja. Deveria ter sido substituído ao intervalo.

 

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Rafa, por seu turno, parecia peixe na água. Bola na linha, corre comigo a ver se me apanhas, e a confiança que advém de saber que é titular até que a "vaca sagrada" volte a estar em condições de jogar.

 

OS TREINADORES

 

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João Henriques

Aludiu a famoso "fair-play da treta", originário da boca do maior embuste do futebol português. Adiante. O que me chocou, foi o facto de o treinador nortenho estar equivocado, pois foi o seu próprio atleta quem não conseguiu entender o que deve ser "jogo limpo", ao chutar uma bola ao solo à distância de mais de cinquenta metros do local onde o árbitro havia mandado parar o jogo. Quiçá Deus estivesse acordado àquela hora, e, com pozinhos de perlimpimpim, de imediato colocou o esférico no pé esquerdo de Jonas para que a justiça fosse feita.

 

DIVERSOS

 

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1) Antes do encontro entre Athletic Bilbao e Spartak Moscovo, a contar para a Liga Europa, cerca de 150 adeptos da equipa russa envolveram-se em violentos confrontos com os adeptos e polícia local. Desta rixa resultou a morte dum agente, vítima de paragem cardíaca.

Atenção ao caminho para onde supostos intervenientes do futebol estão a arrastar a sociedade. Tragédias como a descrita fazem-nos equacionar o futuro duma modalidade actualmente à mercê de infrenes agitadores e fanáticos.

 

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2) O Villareal anunciou, em comunicado, que, até que haja uma decisão definitiva do tribunal, o contrato de trabalho e o salário de Rúben Semedo permanecerá suspenso. O atleta foi ouvido na quinta-feira por uma juíza que decretou a prisão preventiva, sem possibilidade de pagamento de fiança, com o fundamento de possibilidade de continuação de atividade criminosa.

Compreendo perfeitamente que os amigos existam para os maus momentos. O que já não entendo é que se dê relevo mediático a mensagens e apoios explícitos -- como é o caso de Gelson --, e se omita que o atleta poderá muito bem ter cometido o conjunto de crimes de que é acusado. E, nalguns deles, em clara reincidência. É que mais parece estar-se a absolver quem deve ser condenado.

Se o crime é público e alvo da maior crítica por parte das pessoas de bem, a amizade -- compreensível -- não  deverá ir para além da esfera privada. Não baralhemos a Estrada da Beira com a beira da estrada.

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O Porto, muito provavelmente, colocou uma pedra sobre qualquer veleidade que Benfica ou Sporting ainda pudessem ter quanto á atribuição do título de campeão nacional 2017 / 2018.

Os portistas cumpriram a sua tarefa na Amoreira. Impuseram um futebol de toque curto, apoiado e veloz no momento da decisão, ainda que muito beneficiasse da passiva defesa canarinha. O Estoril, tal como alvitrei no último post, encheu-se de medo, adoptou estratégia incompreensível e permitiu que o adversário dominasse em todos os sectores do terreno, apesar de estar a jogar com o vento -- não muito, ainda assim -- pelas costas.

 

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As referências vão para a estapafúrdia decisão do árbitro ao validar o primeiro golo portista. Uma bola parada. Como é possível que juiz, fiscal de linha e VAR ignorassem o posicionamento irregular de quatro jogadores, todos a tentarem interferir na jogada, e, no caso de Soares, a contribuir efectivamente para iludir Renan? (Parece que agora se diz algo como causar impacto)

A segunda ressalva vai para a lesão de Alex Telles. Parece prematura qualquer conclusão, contudo, será lamentável a hipotética futura ausência dos relvados do defesa-esquerdo (tal como é a de Krovinovic).

 

ARBITRAGEM

 

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João Capela e Vasco Santos fazem-nos pensar se estamos a assistir a uma competição séria ou a uma palhaçada. E os grandes... sempre os grandes beneficiados.

 

AINDA O TONDELA-SPORTING

 

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As reacções leoninas, treinador, director de comunicação, comentadores, às incidências da partida realizada na segunda-feira, deixaram-me estupefacto. Pretender ter razão naquelas circunstâncias, só pode resultar de um fanatismo patológico. E já agora: alguém dentre aqueles já se preocupou em questionar o estado físico do atleta do Tondela agredido por Wiliam? Nem mesmo o último? É, no mínimo, uma questão de fair-play desportivo.

 

BLOGNOVELA

 

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Sua Majestade D. Bruno promoveu as primeiras cortes do seu novo mandato. Recebeu, em audiência, uma delegação do Clero, Nobreza e Povo, a qual lhe entregou petição escrita. Que queriam os treze para assim incomodarem o monarca?

-- Guitos, pilim, aquilo com que se compram os melões -- assim lhe responderam. -- O que possamos vir a perder e o que teremos de pagar a título de indemnização, sem esquecer danos de imagem.

Face à não inclusão de tais verbas no orçamento real, aliado às presentes dificuldades de tesouraria, S.M. decidiu conceder o seu aval a que aqueles efectuassem o respectivo saque junto dos canais de televisão, onde habitualmente se entretêm a berrar com outros "cartilheiros e paineleiros", cito.

Do preâmbulo da nova lei, resulta 

...que passou a ser fundamental... aquilo que o tinha deixado de ser;

...que os sentimentos dos sócios exigem a tomada de posição... bem ao contrário dos aplausos que se escutaram no dia 17;

...que se defendem os interesses do reino... onde antes se havia decidido proceder a fossados e razias;

...que não voltarão a serem ultrapassados limites... que os próprios cortesãos jamais respeitaram.

 

Questionado por Nelito Ensarilhado sobre a razão do seu nome aparecer na décima posição na lista entregue ao meirinho-mor, o rei retorquiu:

-- Não és duque, marquês ou conde. Não passas dum pajem.

-- E os nossos pares, aqueles que não vieram à reunião? -- insistiu o súbdito, algo envergonhado

O rei estendeu a mão e, com o gesto adequado, simulou a degolação daqueles.

Acabada a sessão, os presentes ajoelharam e beijaram a real mão.

CAMPEONATO NACIONAL 2017 / 2018 - VIGÉSIMA TERCEIRA JORNADA

OS GRANDES

 

Terceira parte

 

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O Sporting venceu com um golo ao minuto 99. E vão cinco golos decisivos, alcançados bem para lá do tempo regulamentar. 

Os leões mereceram ganhar, porém, precisaram de um árbitro amigo, e esse não deve ser o papel do juiz. Aos 94 minutos William cometeu uma falta horripilante sobre um atleta do Tondela. O ábitro não viu o óbvio e beneficiou os leões. Capela deixou no ar a ideia que o jogo só acabaria quando o Sporting marcasse. O Tondela não soube jogar com a vantagem numérica, o que denuncia que o sistema defensivo se encontra fortemente arreigado na mentalidade dos atletas.

 

OS JOGADORES

 

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Alex Telles

É hoje, de longe, o jogador mais valioso do F. C. Porto. Parabéns a quem detectou a oportunidade de contratar um futebolista deste nível.

Nota: desconheço as condições em que o atleta veio do Inter para o Porto. 

 

 

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Rúben Dias

Pecam por exagero as luzes que alguns pretendem projectar sobre o jovem benfiquista. Precisa de amadurecer, e mau será que o processo seja artificialmente acelerado. Até porque ainda não teve tempo de evidenciar o que quer que seja para além do óbvio talento. Tenhamos calma. Não é nos jogos com Boavista, Belenenses, Aves, Estoril, Setúbal, Paços de Ferreira, Tondela e quejandos que vamos descobrir um novo Germano ou Humberto Coelho.

 

 

A ASSEMBLEIA GERAL DO SPORTING

 

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Comecemos por evidenciar um facto: o Sporting Clube de Portugal é dos seus sócios, e só a estes cabem as decisões do foro interno do clube.

Posto o que disse, e seguindo a mesma linha de raciocínio, interrogo-me se pouco mais de 5 000 votos são amostra credível do universo leonino. E não me refiro ao suposto número de simpatizantes -- milhões, ao que dizem --, antes aos sócios que pagam cotas. Não me equivocarei se disser que o resultado obtido por Bruno de Carvalho está longe de lhe conceder a legitimidade para fazer tudo o que quer. Sobretudo quando em causa estão alterações aos estatutos ou introdução de um regulamento disciplinar, qual caixa de Pandora da qual se desconhecem as maleitas que se espalharão pelo universo sportinguista. Não é assustador? Para mim, seria, certamente. Todavia, não sou sportinguista.

A linha de orientação que sigo, leva-me agora a abandonar a quantidade para passar á qualidade dos votantes do dia 17. Depois de ver a forma como Severino foi perseguido por dois arruaceiros, sujeito aos encontrões dum ignóbil par de velhos; depois de ver a maneira torpe como alguns associados foram ameaçados em plena assembleia; depois de ver como reagiram aqueles que do pavilhão saíam, face ao abjecto apelo de caça ás bruxas em versão jornalistas feito pelo presidente; depois de ver como Marta Soares vociferava desonestamente que nada vira, pergunto-me: que gente é esta?

 

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Prossigo com a questão dos princípios. Na cabeça de Bruno de Carvalho e seus apaniguados ( fâmulos?), onde cabe a Liberdade de Expressão? E a Liberdade de Imprensa? E o conceito de Democracia? 

E agora? Vão os comentadores desistir da imagem pública e faraónico cachet que auferem por debitarem umas banalidades enquanto berram uns com os outros? Se ontem foi óbvia a atrapalhação que exibiram, procurando a todo o custo lembrar a autonomia intelectual que de todo nunca demonstraram -- casos de Paulo Andrade e Inácio -- , outros há que estarão fora de qualquer dúvida. É o caso de António Macedo, do qual não duvido nem um milímetro da posição que tornou pública, e Pina, que... não conta para nada.

Há, contudo, um caso que me vai encantar descobrir-lhe a solução: Manuel Fernandes. É complexa a situação, posto que tanto o antigo futebolista quanto o filho são funcionários do Sporting. E não se acredite que esteja somente Fernandes em causa, pois é mesmo a partir deste caso que veremos como Bruno de Carvalho vai resolver o sarilho em que se meteu. O comentador, por seu turno, jurou a pés juntos que a decisão será sua, que vai pensar. Olhando para as suas participações no programa da SIC, questiono-me se tal será possível. É que Fernandes é das pessoas intelectualmente mais débeis que conheci em toda a minha vida.

É hora de tentar desdramatizar. Provavelmente nada acontecerá, a montanha parirá um rato, porque:

1) Bruno de Carvalho virá corrigir o tiro, dizendo que "se eles não cumprem", manterá o seu vil facebook (Quando é que Bruno aprende a escrever português?)

2) O presidente dará nova cambalhota e tentará salvar a pele, recorrendo a termos e expressões como ironia... estava a brincar... não era a sério. Vindo dele, não seria caso virgem.

ASSEMBLEIA GERAL DO SPORTING - BLOGNOVELA EP. 10

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BLOGNOVELA 

DAQUI NÃO SAIO, DAQUI NINGUÉM ME TIRA

 

 EPISÓDIO 10 -- "L' ÉTAT, C' EST MOI"***

 

*** L' Etat, c'est moi!, anunciou, a 13 de Abril de 1655, o absolutista Luís XIV perante o parlamento francês. Em causa estava a contestação daquele órgão a um conjunto de éditos promulgados pelo rei, a 20 Março daquele mesmo ano, supostamente em prole da justiça.

Qualquer semelhança com uma outra contestação por causa duns estatutos ou  dum certo regulamento disciplinar, é pura coincidência.

 

Vamos à Blognovela

Baldrocas entrou no pavilhão da J.L- Jovens da Lapa, ao som da música "O mundo sabe que...", tema inspirado no "My Way" de Frank Sinatra, ficando sem se saber se estavam devidamente salvaguardados os direitos de autor. Quê!? questionou o Baldrocas: "Quero lá saber dessas tretas, Doyen a quem doer", disse sem surpreender quem quer que fosse, pois há muito estavam habituados a que o presidente se baldasse a quaisquer tipo de responsabilidades.

E aconteceu que Luís... isto é, Baldrocas, que nos últimos tempos aparecera pesaroso, roupas fechadas, tecidos carregados, meias ¾ por cima da baínha das calças, botas de cano alto, gravata descaída, ar sofredor, se deu a tal mutação que, a 17 de Fevereiro, surgiu perante a corte... isto é, a plateia, envergando tecidos mais leves, fato italiano,  roupa interior verde que mais abaixo ficaremos a saber a que propósito para aqui é chamada.

E logo procedeu ao discurso tão aguardado, dedo indicador, tom acusatório, virado para Ti Arnesto:

-- Lapenses, ser Rei de França... isto é, do bairro da Lapa, não é tarefa para amador. Por isso elaborei a lista dos lapaziados, gente que não prestava, mas agora já presta. Passou a ruidosa, abandonou aquela coisa parva da maioria silenciosa, naftalinosa a tresandar a Spínola 1975. A partir deste momento, estão esquecidas involuntárias ofensas. E tudo porque eu ganhei. E, como tal, decreto e imponho as pazes, estando-me nas tintas se os gajos se ofenderam ou não. Pedir desculpas? Desde quando um cromo com 87% dos votos tem de justificar o que quer que seja? Hem? Hem?

E continuou:

-- Exercendo uma tarefa totalmente divina aqui na Terra, Eu... bom, admito o Nós, leões, ganhámos hoje o direito a impossibilitar a oposição de perturbar ou comprometer a Ditadura Lapense do Novo Estado. Por qualquer meio. Quando me chatearem, vão de frosques. Oito anos de pena sem remissão nem pulseira electrónica.

E, embalado, Baldrocas gesticulava, gesticulava e não parava: 

-- Quando nasci, logo os meus pais me cognominaram de "Luís...perdão, Baldrocas Mete-Medo,o presente de Deus". Bem cedo, por volta dos seis anos, percebi que estava destinado a "Presente dos Lapenses", Comandante da nau Jovens da Lapa -- e interrompendo subitamente o discurso -- Você aí, sim, você que está a perturbar tão glorioso discurso. Sabe quem é o seu pai?

Ti Arnesto, que estava prestes a levar uns empurrões duns velhos bêbedos a soldo do Baldrocas, decidiu intervir com todo o peso da sua vetustez:

-- Olha lá, Luís... isto é, Baldrocas, que direito tens de assim criticar os descendentes de tão ilustre presidente? Acaso te esqueceste de que também acerca da tua paternidade existem dúvidas, tal a aproximação do cardeal Mazarino à tua mãe?

 

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Baldrocas fingiu que não entendera a indirecta e continuou:

-- Como um deus no Olimpo, eu, Baldrocas, Rei Sol, danço hoje, 17 de Fevereiro, diante da plateia da J.L., o “Ballet de la Nuit”, forma de comemorar a minha vitória sobre os opositores. Viva a Monarquia Absoluta que por Direito Divino (6 000 votos) me foi entregue!

Contudo, quero-vos a todos em meu redor em tão fantástico momento; quero que saibais o que previamente decidi, e não... não quero palmas. Escutai-me em respeitoso silêncio:

Ponto um: a partir de hoje não compraremos nem mais um jornal desportivo, assim como o Correio da Manhã; 
Ponto dois: não vejam nenhum canal português de televisão, além da TV Lapa; 
Ponto três: que todos os comentadores afetos à J.L. abandonem de imediato os programas. Que nenhum lapense mais aceite participar e estar ao lado de cartilheiros e paineleiros.

Luis... isto é, Baldrocas, dançava; Baldrocas cantava. Ti Arnesto, ainda ousou questionar:

-- Nem o National Geographic?

-- Só quando exibirem leões -- replicou o Presidente Eterno que não se conteve -- Mas tudo tem que ser muito equilibrado, pois o rei da selva tem de aparecer a comer águias e dragões -- para logo corrigir -- Bom, estes últimos só a título de sobremesa.

Os pobres dos jornalistas foram de imediato alvo de uma "caça às bruxas", Baldrocas acabara de abrir a "noite de cristal":

-- Que se fo... Ficam a saber que não lhes admito artigos contra a minha pessoa -- confidenciou para Murta Só-Ares, que, já no exterior, bufava " Eu não vi nada! Eu não vi nada! É só fumaça!"

Naquela noite Baldrocas não quis tomar banho. Tornadelas, prenhe de oito meses, sentia que ia vomitar, tal o fedor do marido:

-- Quero ficar impregnado da vitória até à última molécula do meu ser -- dizia. -- Horroriza-me o banho completo de água e sabão, tanto quanto me apavoram o Severino, o Cristóvão, a Morais ou o Mendes, isto para não falar no Roquete, no Cunha, no Franco ou no Gordinho -- para logo concluir filosoficamente -- As doenças, tal como os sintomas de inveja, vêm de fora para dentro do corpo.

-- Toma ao menos um banho  morno -- propôs-lhe a Tornadelas -- Deitas uma fedência danada.

Assim se fez, mas qual quê! O homem teve  tremores, ataques de fúria, movimentos convulsivos seguidos de erupções; manchas vermelhas -- suprema ignomínia -- e roxas -- vá lá, vá lá -- no peito. Um verdadeiro ataque de hipocondria aguda. A conselho do Dr. Lindoso, a quem em pleno paroxismo telefonou, tomou uma purga. Rio e bebeu para além do razoável, quase deixou a Tornadelas viúva.

Todo o Clero... perdão, o Paulo Andrade, o Manuel Fernandes e o Augusto Inácio, receberam ordens para rezar pelo Rei ... e eu a dar-lhe e o burro a fugir... pelo presidente, caneco, assim é que é.. Ainda se atreveram a dar um pulinho ás televisões para fazerem o programa da noite, onde, aliás, gaguejaram e se enterraram sem saber o que dizer, mas logo voltaram para ficar de vigília:

-- Vai descansar, Tornadelas, que bem precisada estás -- disseram em uníssono os al-Jalifa Ash-Shair, ou seja, no dialecto árabe, aqueles que se vendem por um prato de lentilhas.

O escriba ia-se esquecendo da explicação acerca da roupa interior verde. Vamos a ela: Luís... gaita, Baldrocas suava muito. Também pudera, fato de fazenda á beira da Primavera, pavilhão sem ar-condicionado. Contudo, ele era considerado “limpinho”, pois trocava várias roupas por dia. O problema estava na clorofila com que os escravos impregnavam cuecas e camisa interior: um fedor pegado... ainda que ele tivesse escolhido para data da reunião o sábado, dia de banho em pleno Absolutismo mais ou menos Iluminado, altura em que, mentalmente, o Baldrocas continua a julgar viver.

Ti Arnesto teve de ser escoltado pelo Mali-Maqui e o Fanã para poder sair do "Pavilhão Talvez Não Sejas Pai Dos Teus Filhos". Desrespeitado, ainda teve a ousadia de avisar os líderes  da J.L.:

-- Este gajo vai de vitória em vitória até á derrota final.

 

FIM

CAMPEONATO NACIONAL 2017 / 2018 - VIGÉSIMA TERCEIRA JORNADA

OS GRANDES

 

Segunda parte

 

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O Porto, tal como aqui deixei escrito na semana anterior, venceu o Rio Ave "com uma perna às costas". O resultado, 5-0, é o corolário de (mais) um jogo sem interesse em que só uma equipa jogou. 

Nunca aceitei a afirmação de que após uma derrota internacional dos nossos grandes, o próximo adversário interno "pagaria as favas". O Rio Ave não tem nada a ver com o Liverpool; a humilhação de quarta-feira passada não se limpa/esquece com uma qualquer vitória no campeonato indígena. Muito provavelmente é mesmo um problema: esconde e disfarça o que deveria ser analisado e discutido... ou mais prosaicamente: o Porto não tem a equipa de futebol que julga ter.

 

No próximo dia 21 o Porto deslocar-se-á ao Estoril para disputar os segundos quarenta e cinco minutos da partida interrompida há cerca de um mês. Nas presentes circunstâncias, o jogo adquire importância decisiva para os portistas. Ambas as equipas beneficiam da interrupção anterior, partindo como se de um novo jogo se tratasse. A remontada do Porto precisará do medo estorilista pela hipotética derrota. A haver uma atitude personalizada dos canarinhos, dificilmente os nortenhos vencerão o jogo. O vento será um factor a levar em conta, pois, creio, que o Estoril o terá a seu favor...  caso o mesmo se faça sentir e seja relevante.

Pela Rua do Viveiro acima, certamente, muitas bandeiras benfiquistas e sportinguistas esvoejarão. Algumas reais, outras, tão-só, pendentes nos corações.

 

OS JOGADORES

 

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Casillas

Constituíu a surpresa da tarde. Representa claramente um castigo para Sá. Conceição arrisca a coerência; corrigirá um erro que cometeu -- se bem me lembro -- em Outubro passado.

E agora, Marceneiro: quem vais pôr a jogar em Anfield Road? Apostaria que será Sá. O treinador não pode arriscar o caos, que sucederia se Casillas fosse titular e tivesse uma má noite.

CAMPEONATO NACIONAL 2017 / 2018 - VIGÉSIMA TERCEIRA JORNADA

OS GRANDES

 

Primeira Parte

Mercê da jornada europeia, a tríade de (supostos) grandes do futebol português vai exibir-se em três longos dias, o que obriga o escriba a subdividir a crónica da vigésima terceira jornada. Vamos por partes.

 

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O Benfica venceu (4-0) sem dificuldades o Boavista, única equipa com quem, até agora, perdeu no campeonato nacional. Dizer que os encarnados estiveram sempre por cima no jogo, seria falsear a realidade, pois os nortenhos tiveram agradáveis 15 minutos logo no início da segunda parte, sem, contudo, porem em causa a vitória dos opositores.

Os encarnados atravessam um momento de grande crença. Sentem que se aproximam da frente com segurança, algo que as próximas jornadas certamente confirmarão. Os jogadores, mesmo os menos dotados, aparecem a fazer o que não se lhes vira antes: mérito das vitórias ou da capacidade física, que, aparentemente, parece ser bem melhor do que a dos concorrentes, sendo preciso não esquecer que, arrumado o caso Liverpool, o Porto disputará até final apenas um jogo a mais do que o Benfica (uma hipotética ida portista à final da Taça de Portugal não influenciará o campeonato, posto disputar-se para além do término deste).

 

OS JOGADORES

 

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Jonas

Era mesmo necessário expor fisicamente o atleta numa partida com este grau de dificuldade?

 

 

 

 

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Yusupha

O gambiense é algo desconcertante e imprevisível a jogar. Os 24 anos que possui podem atraiçoar-lhe a possibilidade de lograr maiores voos. Espero estar errado.

 

 

 

 

DIVERSOS

 

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Gennaro Gattuso

Declarações curiosas do treinador do Milan, sobre o jovem Patrick Cutrone: 

Estamos a ser brandos com o Cutrone. Ele não se pode distrair pelo facto de ser o mais jovem jogador da história do Milan a marcar tantos golos. Tem de trabalhar e descansar. Espero que encontre uma linda namorada para fazer amor e descansar.

Sem comentários.

 

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Hannah Mouncey

A transexual, 28 anos, foi autorizada, à segunda tentativa, a competir na segunda divisão feminina do futebol australiano
Com processo de mudança de sexo iniciado em 2015, Hannah Mouncey, com porte físico invejável (1,90 metros e 100 quilos) jogou no passado pela seleção australiana masculina de andebol.

Estamos mesmo certos de que este é o melhor caminho?

 

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Manuel Cajuda

De regresso ao futebol português, o algarvio deu uma deliciosa entrevista à comunicação social. Recordem-se algumas das suas afirmações:

Parece haver tendência de muitos treinadores para se referirem ao futebol como se estivessem a falar de mecânica quântica ou de astrofísica, esquecendo-se que, salvaguardando os conhecimentos da profissão, o jogo é simples de compreender, daí a popularidade.

Agora toda a gente enche a boca com o ganhar, o formatar o processo defensivo, as transições… Aborrece-me quando utilizado para se fazer crer que se usa fraseologia moderna. Vejo comentadores de televisão encherem a boca com ‘o jogo interior’, expressão da moda. Há 40 anos já o meu pai dizia que uma equipa afunilava o jogo, que é a mesma coisa e eu prefiro.

À atenção do Freitas Lobo, um "afunilado táctico".

 

Não perca o 10º e último episódio da blognovela:

"DAQUI NÃO SAIO, DAQUI NINGUÉM ME TIRA".

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